segunda-feira, julho 03, 2006

em vão


Tanto que choveu, tanto que molhou.
Tantas apostas de goleadas, tantas propagandas com a cara (e dentes) de Ronaldinho Gaúcho. Milhares de promoções de viagens à Alemanha, cobertura especial dos mais variados programas de TV. Um desconto imperdível nas Casas Bahia. Aquela euforia doida de faixas verde-amarelo nas janelas dos apês, bandeirinha R$ 1,99 pendurada no carro. Camelôs na esquina com produtos de terceira com a bandeira do Brasil estampada. Um verdadeiro carnaval na hora dos jogos. Nada disso adiantou: a conquista brasileira da caneca foi pro vinagre.

E perdemos um motivo de união, de conversa, de identificação coletiva. Voltamos ao nosso umbigo, aos nossos jogadores que são de papel e a ilusão de que o resto do mundo está aos nossos pés.

3 comentários:

seventowers disse...

Pois é, eu perdi a primeira grande chance de ser dispensada mais cedo do trabalho, os outros jogos foram em dias e horários que eu não trabalhava, a quarta-feira me daria um gostinho de copa, hunf!
Mas tudo dentro do previsto, voltamos as nossa vidinhas de reles seres comuns, sem reuniões nem bebedeiras ou churrascos. Só a vida normal, e como vc disse bem aos nossos umbigos!
Nem mais ricos , nem mais pobres, só nós mesmos!
:(

g. disse...

eu gosto mesmo é do felipão...

Stela disse...

A culpa foi de 94. Se o Parreira tivesse perdido com aquela seleção meia-boca e um esquema tático de meia-tijela, talvez nada disso tivesse acontecido.

Tinha que quebrar esses paradigmas de chamar essas estrelas "de papel" como vc disse. Parar com essa melação aos contaminados pelo efeito "Real Madri".

A Copa fez meu filho se descobrir um apaixonado pelo futebol. E deu a ele a primeira grande decepção de sua vida.

Mesmo assim, ele quer uma camisa oficial da seleção. Só que não achei nenhuma do Lúcio, do Zé Roberto, do Juan ou do Dida. Pra mim, eles de certa maneira foram nosso quadrado mágico. Porque jogaram e impediram um vexame ainda maior.