Thursday, November 03, 2011
  um mundo sem graça ou a dullização do cinema

Não sei se o Cinema morreu, se a arte não está em seu melhor momento ou se a vanguarda está perdida. Sei que a comédia está em maus lençóis. Ainda mais se considerarmos o Star System envolvido em filmes tão fracos.

A Cameron é o grande chamariz de Bad Teacher. Mas não está só. Vários outras celebs aparecem na fita. Mas não adianta. As duas horas de filme não convencem. Falar palavrão ou mostrar cenas “chocantes” não é engraçado. Aliás, espere-se muito mais que palavras “sujas” numa comédia rated R.

E Jason Bateman fez parte da coisa mais engraçada da última década. Mas isso não impediu que outra "grande" comedia encabeçada por ele e mais meio Hollywood, de Kevin Spacey à Donald Sutherland, acabasse desinteressante. Mas é aquela coisa: o trailer conta as piadas e o resto parece ser uma encheção de linguiça. É lento. E acha graça em palavras “sujas” ou situações sexuais inusitadas. Enfim, mais um desperdício. Horrible Bosses merece o adjetivo do título.
Um que rendeu risadas foi Se Beber Não Case. Mas recebi a “contraindicação” de não assistir a continuação. Pelo jeito nem as sequências estão se salvando da maresia sem sal dos últimos filmes.

ps: e faz quase um ano que perdemos Leslie Nielsen. :(

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Saturday, April 16, 2011
  Morrer e viver na blogsfera, parte 2

O blog não morreu. Quixotando é um deleite visual. Porque cinema é imagem. Imagens grandes. Não às imagens pornográficas de propaganda, aos photoshops vagabundos, às imagens feitas para celular, pequenas, distorcidas e sem vida. Um trabalho vigoroso de pesquisa e reflexão.

Outros parceiros também continuam vivos. A eterna imaginária mudou tudo na vida, mas seu blog ainda está no mesmo endereço. Já a colorida mudou seu CEP, mas continua com seu conhecido link. E ambas com atualizações ótimas. Quem voltou nos últimos dias foi Emerson Abreu. Para ter noção de sua originalidade, é dele a imagem aí de baixo; a/o cegonha em seu traço exemplifica sua genialidade.

Tirei de vez de meu Blogroll o Chavez com "Z", uma das maiores pequenas perdas da blogsfera. E caiu também o ícone de atalho pro espaço da Gabi e o do Rafa na MTV. Bizarro não ter na minha lista o Blog do Rafa; além de uma das fontes de inspiração para o surgimento deste espaço, era minha maior fonte de cliques.

Existem muitas teorias para esse êxodo cibernético. É fato que o tumblr rouba horas, dias, finais de semana. Mas o que mais incomoda nele é a falta de conteúdo próprio. As coisas mais “impróprias”, ou não originais, nestes meus Dias são as imagens. Se tirar o texto, ficam apenas alguns frames dignos de um tumblr. Mas perderia minhas únicas produções exclusivas ou originais. As letras que demoro tanto para publicar. Os parágrafos que esperam meses para sair. As idéias que dão outro sentido às imagens. Um sentido André. Uma interpretação dos fatos e atos.

Nos últimos instantes antes de publicar esta postagem, uma novidade chegou por e-mail. Enquanto muitos elos desaparecem e autores destes arcaicos espaços de publicação na internet migram para a rede social mais próxima, surge um blog de palavras em chamas. Mesmo com foco em palavras, Flor do Fogo tem imagens intensamente e igualmente interessantes. E mais uma vez prova que o Blog não morreu. Está vivendo e ressurgindo, queimando e permitindo nossas singelas e honestas publicações neste universo chamado Internet.

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Friday, November 26, 2010
  Esmagando preceitos

Billy Corgan apresentou um Smashing atual.
E sua abóbora está mais amassada que nunca; jogada, distorcida, suja e estranha.
Lembra um tanto nosso Mutantes. Enquanto banda, após a saída de membros, mudou de rumo e perseguiu o progressivo, experimental. E o Smashing atual é Billy questionando rock, experimentando, flertando com o eletrônico e com o progressivo, com músicas de 15 minutos com poucas palavras e muita ação.
Enquanto o Smashing ‘90 apresentavam baladas, canções com músicas de fazer o público inteiro cantar junto, o que ele(s) quer(em) agora é extrair o máximo de um acorde tocado em uma guitarra estourada refletindo seu som pelo parque.

E nesse caminho existem diversas perguntas que merecem ser jogadas ao ar, sem a mínima necessidade de respostas:
Se uma música, enquanto obra de arte, é criada, até que ponto ela está pronta? Cada execução de uma canção é uma interpretação? Pode parar tudo e mandar a porra funcionar se está com problemas técnicos? Se um artista deve levar em consideração onde está para sua performance? Deve alterar seu show e pensamento para saciar os desejos de milhares de pessoas que esperam para cantar aquele hit de 15 anos atrás? Ele realmente acha que Manu Chao é grande por aqui ou fez piada porque ouviu uma música no caminho do PlayCenter? Ou pior, achou que a cara de quem não entendeu nada do show é cara de quem curte o Clandestino?
Talvez por isso a decepção em diversos reviews, tuites e comentários, pessoas que saíram antes do final. As pessoas esperavam isso:

Em outro ponto de São Paulo, como apontado pelo Rafa Losso, Lou Reed fez algo semelhante, ao mesmo tempo diferente. Reed não continuou com o Velvet Underground para reler cada música já composta pela banda, dando uma nova visão às composições já eternizadas. Ele partiu solo.
(o que não impediu que pessoas não esperassem apenas hits e saíssem desencantadas do show)

Em suma, na arte não existe o não pode. Existe apenas o feito. E Smashing mostrou aos freaks do Terra que a ideia não é cantar junto, nem repetir o passado. E pouco importa o tempo. Resta a essência, a música, a experiência. Pouco importa se ela é Pumpkin, Corgan ou Reed.

ps: Mike Byrne, o novo baterista da banda, tem 20 (!) anos. Praticamente nasceu depois da banda existir!

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Friday, June 11, 2010
  Perdeu, mané!

Lost perdeu a graça muito antes de acabar.
Lost criou personagens cativantes e carismáticos: Rousseau, Desmond, Hurley, Vincent, Penelope. Outros cheios de mistérios e ódio: Os Outros, Sayid, Benjamin Linus, The DHARMA Initiative. Teve cenas interessantes, conceitos instigantes e provocantes.
Seu maior mérito foi criar mistérios. E, o pior defeito, explicá-los.
Temos o Lostzilla como exemplo.
O que atacou o piloto no primeiro episódio? Era um monstro? Seria uma máquina? "Sistema de proteção"? As dúvidas faziam a imaginação rolar solto. Salas de chats lotadas enquanto páginas e páginas de fóruns refletiam sobre. Mas aí eles responderam: era uma fumaça negra.

Virou piada: “fumacinha preta”, “nuvenzinha do mal” e até “pum do Locke”. Jogaram a oportunidade de criar um dos melhores vilões da televisão no ar. Literalmente.
Mesmo assim, a série foi um dos assuntos desse começo de século. Mas acabou mal: tentando se explicar. Na última temporada, poucas cenas são relevantes; grande parte dos capítulos focaram-se nos tais dos "flashsideways", que nada acrescentaram sobre a trama. Episódios completamente desnecessários.
No final, temos uma série ignorante em lidar com suas criações. Personagens que mudavam de personalidades a cada episódio. Lições de moral. E um fim mais próximo do gospel que a Rede Vida poderia se orgulhar.

A audiência concorda com essa decepção: "The End" foi pior que a média da primeira temporada, e até Alf – o E.Teimoso teve uma Series Finale de maior impacto (também, foi uma série que não mudava a personalidade do simpático extraterrestre a cada flashback. :P)

Ps: Publicar qualquer coisa sobre a série meses depois de seu fim parece tão anacrônico quanto comentar o fim de uma novela ruim da Globo, tipo aquelas da seis, uma semana depois de sair do ar.

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Thursday, May 13, 2010
  Alice no Submundo

Em certo momento do filme, um personagem vira pro outro e fala:
-Cachorros acreditam em qualquer coisa.
Esse comentário não é só pertinente ao animal que acaba de acreditar numa mentira contada, mas também a toda a história que nos é apresentada, sendo nós meros caninos sentados na frente da tela.
Essa mentira, porém, deve ser elaborada, caso contrário não acreditaremos no discurso e as palavras viram motivo de chacota ou, em muitos casos, vergonha alheia.
E ser bem contada não é ter uma "boa equipe", ter "bons” efeitos ou um visual alucinante. O buraco, inclusive o qual a protagonista cai, é mais embaixo.
Somar todos os elementos e fazer com este mundo fique, de fato, maravilhoso, é uma proeza de poucos criadores e de poucas obras; fazer com que entramos nos medos, nas alfinetadas, na fumaça e na garoa, é ainda mais impressionante - e aqui não falo do 3D.

A piada da crença dos cães é um exemplo dos diversos níveis de Alice. Não é de subtramas ou interpretações, mas de como o filme retrata extremo terror de forma lírica e poética. Para a tirania, um comentário sobre comer os filhos de um dos súditos é engraçado, com o humor negro estourando aos olhos. E que Burton é um dos cineastas mais visuais de nosso tempo, aqui não resta dúvida. A tecnologia digital é sem vergonha, experimental e extremante bem definida em efeitos deformativos do corpo e face. O Chapeleiro Maluco tem seus olhos esbugalhados, mas isso não destoa resto do rosto de Johnny Depp, potencializando os devaneios mentais de seu personagem.

A vilã rouba a cena. Helena Bohan Carter é hilária e assustadora em cada aparição. Desde os tiques, passando por sua corte e seu castelo. Um deleite visual cheio de gags cômicas, de pequenas piadas e críticas escondidas a cada frame.
Aliás, Burton consegue uma liberdade com os atores fantástica. E isso permite que seu universo fique ainda mais livre para as investidas e tentativas de seus parceiros de longas datas e projetos.
Uma pena que a trilha de Danny Elfman estivesse baixa demais. A música tema, colocada com os créditos, é uma de suas melhores composições até o momento.

Não é de se estranhar que Tim Burton esteja encabeçando Cannes 2010. O festival tem como premissa encontrar o cinema de autor, e Tim Burton consegue como poucos fazer um filme seu, mesmo sendo o filme do verão, cujas arestas não são apenas cortadas e sim com o corpo inteiro já pré-determinado.
Todos os Tim Burtons são filmes distintos; por mais que reconhecemos temas recorrentes, citações entre as películas e areias das mesmas praias, cada um tem sua individualidade e, ao mesmo tempo, carregam não apenas características, mas sim a essência de seu diretor. E Alice é um belo exemplo dessa capacidade e potencialidade.

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Wednesday, February 10, 2010
  duas de 2009, ou, nunca é tarde para o que é bom
Como o ano ainda não começou (Carnaval não passou), ainda é tempo para as listas de final/começo de ano. Essas foram duas bandas/músicas de 2009 que escutarei em 2010.

Fol Chen, com The Longer U Wait

Descobri Fol Chen entre quando procurava sons novos para minha primeira discotecagem no Wonka. Dezenas de bandas, centenas de músicas e milhões de conceitos ouvi nas semanas que antecederam a estréia na pista. Selecionar aquelas que chamavam atenção já nos primeiros acordes foi bem mais difícil que imaginava. Mas esse instant hit ficou na minha cabeça. E apesar de ter escolhido uma centena de músicas para aquela noite, essa foi a única que voltei a cantar com empolgação e com a certeza de ter a missão de toca-la pelo menos mais uma vez, em qualquer outra possibilidade de soltar som por aí. Enfim, ainda não conheci todo o trabalho dos caras, mas ao ouvir versão original fiquei impressionado. Também cruzei com a bombada Cabe TV, e a igualmente interessante No Wedding Cake.

My First Earthquake, com Cool in the Cool Way

Também apareceu na minha vida quando pescava sons pra Fantástica Fábrica de Djs, projeto do Wonka Bar. Existe todo um subgênero que tenta chamar atenção no meio de litros de novas bandas com nomes bonitinhos, estranhos, extremamente longos ou, no mínimo, curiosos. Independente da originalidade ou da infâmia de alguns casos, My First Earthquake ficou na cabeça por mesclar várias dessas possibilidades nominais. E a música, por motivos óbvios, porque não sou cool nem aqui nem na China! Enquanto que essa por sí só garantiu que essa faixa fosse selecionada para ser tocada nos porões do Bar, minha surpresa foi que na expectativa de gravar um último CD minutos antes de sair de casa para de fato para aquela balada, selecionei outra música da mesma banda, o que duplicou minhas atenções para as garinpagens seguintes. Assumo que não fui muito com a cara do clipe da segunda música Let them eat cake, she says... e sua incompatibilidade com a pista de dança colocou algumas dúvidas sobre a empolgação com eles. Mesmo assim, My First... me faz escrever sobre a banda engraçadinha que consegue ir além do nome e, quiçá, além do ano de sua estréia.

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Sunday, October 04, 2009
  morrer e viver na blosfera

Idéias se perderam. Acontecimentos dignos de notas ficaram sem palavras. Alguns pensamentos viraram apenas 140 caracteres.
E enquanto mais uma primavera chegou, roubo essa imagem de um dos poucos blógues que ainda mantinha atualizações impressionantes, mas que acabou de anunciar “recesso por tempo indeterminado”.
Durante esse domingo, pequenas organizações rolam no meu desktop e uma visita a esse espaço de publicação me lembrou de projetos que merecem textos, imagens, reflexões.
Enfim, que sejam apenas férias, Quixotando!

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Saturday, February 28, 2009
  declarando o reino da alegria

Se no ano passado deparei-me com uma cidade que mudou todos os meus paradigmas sobre Carnaval, esse ano cumpri a promessa de voltar para lá com o máximo de pessoas que conseguisse.
Com xtelinha, juntamos 23 pessoas e fundamos oficialmente o Reino mais sorridente do planeta.
Aquele que canta em desespero para que Barbosa não corra, que dança a trajetória da pescaria do namorado da Maricota, que chama Ets para festa, que declara com Juca Teles palavras de amor, que enfia o pé na cova e que desce no Baco, Baco, Baco!
São Luiz do Paraitinga é uma cidade de 10mil habitantes que teve, em 2008, mais de 150mil visitantes nos dias de Carnaval.
Morando durante esse feriado numa casa próximo do centro, todas as primeiras impressões ficaram ainda mais evidentes.
Não há motivos para estresse no paraíso: na falta de água, corre-se para a cachoeira; na falta de som, puxa um violão; na fila do banheiro, conversas e xibocas; na espera do almoço, um bloco; no cansaço, qualquer canto é cama de mola.
Longe de qualquer aparelho que precisasse de eletricidade, perto apenas do trio elétrico.
Num clima Novos Baianos, formou-se de grupo de desconhecidos um Reino Unido. Apesar de ainda estranhos, a companhia dessas pessoas era esperada e querida.
Mais outros tantos foram fisgados pela inocência, cores, vida e simplicidade de SLP. E que venham os próximos!
Para + fotos, vídeos e reservas de casa para ano que vem (!): site oficial e um outro qualquer.

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Tuesday, January 27, 2009
  Maysa é Tim Maia de saias


Enquanto a TV Globo apresentava a minissérie sobre a cantora, eu terminava de ler as últimas palavras da biografia do cantor, escrita por Nelson Motta. E ambas as obras apresentavam mais semelhanças do que diferenças.

São dois resgates de valor histórico cultural incalculável; afinal foram duas personalidades de grandes expressões artísticas em seu tempo, mas cujas trajetórias foram esquecidas por quem viveu e são desconhecidas por quem nasceu depois de suas mortes precoces.

Enquanto figuras, são ótimos temas. Pena que os trabalhos finais ficaram tão rasos.

Nelson Motta, em O Som e a Fúria de Tim Maia, como outros de seus escritos, é um diário pessoal com algumas pesquisas de época. Enquanto exercício de resgate histórico de Motta, nada mais é que um blog de historietas pitorescas publicadas em forma de livro.

No estudo da trajetória da vida do rapaz, não entra em detalhes da carreira, passa em branco durante diversos anos da vida do cantor, e as informações são mais imprecisas que alguns relatórios da ONU. Por exemplo, a repercussão do trabalho de Maia é descrito como: "e a música foi um sucesso!". O que é exatamente um sucesso?

Faltou muito. Só não faltou mais que o próprio Tim Maia por falta de tempo!

Não vi todos os capítulos de Maysa - Quando fala o coração (na verdade vi só os três primeiros blocos do primeiro), mas tive uma noção geral do que se trata a série: moda!

A produção buscou uma reprodução fiel da época. Olhar pra tela é praticamente ver um grande trabalho de resgate histórico... de carros, prédios, acessórios e, claro, roupas. Centrou-se em reproduzir fotografias e transforma-las em imagens em movimento.

Mas pessoas não são planas como fotografias. Muito menos Maysa.
Existe muito mais num olhar. E é nisso, na vida, em que o programa de televisão passa completamente batido.


Existe uma mulher Maysa, que não é um pedaço de pano, e sim um ser intenso, nervoso, explosivo, destrutivo, carismático.

A Maysa da TV tem só um olhar, uma boca (sempre biquinho), uma face. Nada nem próximo do que encontramos nas músicas e vídeos do youtube.

Trata-se de resgate de alguns fatos, mas não da persona, da artista. É um projeto sem nenhuma das características de Maysa. É covarde, simplório, sem sal, tradicional.

Mesmo assim, ainda fico curioso para ver o resto da trama. E quando chegarem os DVDs terminarei de assistir a saga, mais por curiosidade história do que expectativa criativa.

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Saturday, December 13, 2008
  o fim do capitalismo

A crise de nosso sistema financeiro global já mostrava os dentes muito antes dos avisos de concordatas, bolhas imobiliárias ou oscilações* da bolsa.
Dobrando a esquina, no McDonald´s mais próximo, já percebemos que algo está errado:
Não existem mais os McNúmeros! Ou McOfertas!
Big Mac + McFritas + Coca-cola não é mais número um! Foi-se pedir pelo número!
Não só saíram as opções numéricas no cardápio, mas desconfiguraram o cardápio inteiro! Tentar escolher um pedido no balcão tornou-se um verdadeiro desafio visual. No lugar dos pacotes tradicionais, os banners acima dos atendentes mostram fotos mega produzidas de apenas algumas das opções. Mega não, ultraproduzidas. Tipo cartaz de blockbuster do verão. As informações sobre preços, pacotes, opções de sandubas e tal... sumiram!
Se o maior rede de "restaurantes" do mundo não consegue expor seus produtos, é um dos sinal dos tempos.

Parece até que numa reunião de cúpula da diretoria, o Ronald virou e disse: “ah, todo mundo sempre pede a mesma coisa, né? E todo mundo já come no McDonald´s mesmo; tem o cardápio tatuado em suas mentes! Pra que perder espaço com as opções? Vamos só lembrar os consumidores de alguns dos Mcs. O resto que se lixe”.
Outro ícone máximo, a Coca-Cola, já mostra suas mensagens de Natal. Porém, diferente dos outros anos, a tal criadora do Sr. Noel está com um spot sem sal. E, pior de tudo, genérico!

Troque a assinatura por margarina, supermercado, novela turca ou minisérie da globo que dá na mesma: uma produção "grandiosa", mas sem a magia e o humor da Coke.
Ainda não sabemos se os EUA vão passar grana pras montadoras, se as taxas de juros de 2009 serão monstruosas ou se segunda-feira teremos que tirar "férias coletivas". Mas os sinais estão cada vez mais próximos.

*ok, fui beeeeem generoso em substituir quedas por oscilações.
Ps: Essa mudança numérica implica ainda numa nova forma de envelhecimento. Já posso dizer que "sou do tempo em que se pedia McDonald´s pelo número".

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Friday, November 21, 2008
  a conquista da honra

LoboMau agora escreve-se com letra maiúscula. O cão que todos adoravam passou nos testes e pode até ser chamado de Dotô. Afinal o título de originalidade, ou o Certificado de Pureza da Raça - por mais neonazista que o nome sugira - garante essa distinção ao animal.
Sr. Lobo afirma que essa conquista não vai subir na cabeça. Vai continuar sendo amigo dos animais da vizinhança (ao menos dos pequenos).
Mesmo sendo um selvagem, faz parte de uma categoria, de uma organização. Tem um papel que confirma sua origem escocesa.
Na aquisição, a simpatia do pequeno cão desviou qualquer necessidade de documentação; o que importava era apenas levar o garoto pra casa.
Passados um ano e meio, veio a adolescência canina e seus instintos reprodutores. Com papel na mão, facilita-se a busca pelas futuras cadelas-mães dos filhos do Lobo. Não é Zé do Caixão, mas a cachorra que carregará as crias do rapaz deverão ser impecáveis, perfeitas e tal.
Não que ele seja seletivo. Mas se a outra for, não será um pedaço de papel que impedirá a união dos dois.
Virei criador e a procura de uma terrier escocesa no cio!

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Wednesday, October 08, 2008
  4 olhos

A primeira vez que coloquei lente de contato ganhei super poderes. Tipo Peter Parker ao se olhar no espelho e encontrar um cara musculoso no reflexo ou subindo as paredes do prédio vizinho. A lente dava a impressão que o mundo é enorme, que existem conhecidos na rua, que as estrelas são pontos e não asteriscos brilhantes e que toda a fascinação do homem pela lua é completamente compreensível.
Oito anos depois ouvi um boato que as benditas lentes não são tão poderosas assim: elas matam células do globo ocular, trazendo graves riscos àqueles que usam o acessório por anos a fio.
Desde então comecei uma procura por um par de lentes “externas”, de vidro.
E escolher óculos não é um passeio no parque. Afinal, de Homem-Aranha, passo pra Clark Kent.
Horas em diversas óticas da cidade (e até em Sampa) não ajudaram na escolha. Óculos iguais, chatos, sem-graça, caros. Até achei uma loja com frames supostamente “exclusivos”, mas os preços seguiam a mesma linha de exclusividade. Resolvi desencanar.
Na urgência de achar um banho para o Sr. Lobo, caí num shopping. Na espera dessa lavada, encontrei o Benedito.
Pra ter certeza do grau de minha imperfeição, marquei um oftalmo. Desmentiu a lorota de que as lentes são venenos para os olhos e confirmou o grau de deteriorização de meus olhos: além de piorar a cegueira, surgiu um astigmatismo. Hunf!
Receitado, fabricado, buscado: coloquei pela primeira vez a armação feita sob medida. Na curiosidade do momento, saí da loja usando o novo brinquedo. Em segundos fiquei chapado. Mais eficiente que um shot de tequila, essa coisa deturpa a realidade bem mais que o encomendado. O chão fica distante, e olhar ao redor fica meio “olho de peixe”, andar é usar steadicam permanente.
Toda essa deformação da realidade deixa tonto, tanto que não dá pra contar nos dedos na mão os “quase” acidentes que sofri dirigindo na volta pra casa.
Depois de tirar tantas com a cara do Carlos, o 4 olhos oficial da paróquia, também virei nerd visual. E bem mais velho, também.
Por enquanto, só nos finais de semana.

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Saturday, September 06, 2008
  dia do blógue 2008

Domingo passado foi o dia mais blógue da história.
Repetindo a idéia do ano passado, aqui vai mais algumas indicações de 5 blógues que não estão ali do lado mas deveriam estar!

1. MySpace do Bill Plympton
Ok, sei que não é um blógue, mas tem atualizações, fotos e contato do animador.

2. Olhos Livres
Esse é o novo endereço do Carlão, que antes aparecia aí no lado com o Reduto do Comodoro. Nova página, continuando com indicações imperdíveis de filme e sons, recheado de imagens lindas!

3. Like Cool
“Blógue-roteador” que publica os desenhos industriais mais legais da internet, dentre projetos, sonhos, lançamentos e conceitos.

4. Canto do Inácio
Não sou leitor desse blógue, mas sua coluna na Folha confiro sempre. Não tem como não virar fã de um cara que diz que Planeta do Macacos é um dos melhores filmes de 2001.

5. MAKE: blog
Com posts roteadores, as atualizações mais interessantes são vídeos. Weekend Project, por exemplo, são pequenas aulas de produtos e experimentações caseiras. De lá, por exemplo, fiz uma steadicam caseira.

Blog Day 2008
Enquanto alguns novos elos surgem, outros viram pixels mortos. Bolero Revolto agora é só pra convidados, e tô fora da lista. Halina parou de publicar e deixou seu espaço literalmente Fora do Ar. Já Polajapa deixou sua vontade de publicar fotos na gringa. Essa mesma deixou todos com saudades no último post de Sami Semi Neusa Light, onde publicava seus textos. E aquela que era o ícone máximo de post na internet inicialmente fez promessas pelo suposto conteúdo “adulto” de seu blógue, mas desapareceu virando mais uma Super_desconhecida. Se algum deles ressurgirem como fênixes, avisem aí!

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Friday, August 15, 2008
  cubo mágico

Experimentações na quinta, 14/8/8.

Animação PikaPika.

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Wednesday, August 06, 2008
  why so serious?

Qual a graça em matar ícones, destruir heróis, acabar com a imaginação?

Talvez por isso The Dark Knight destaque tanto um vilão que passa o filme todo querendo acabar com a moral da vida mascarada de Bruce Wayne.

Wayne tornou-se um milionário boçal e arrogante, sem motivação ou estímulo para ação (tendo que encontrar em seu mordomo a auto-ajuda necessária para tocar o barco e vestir a máscara na meia noite).

Heath Ledger mandou muito bem como Coringa, tirando de cogitação comparações com Nicholson. Seu visual está à altura de sua interpretação. Porém, não vejo uma definição de seu personagem: ele não se diverte com suas proezas, e muito menos não NOS diverte (salvo na cena do hospital, um dos raros momentos de humor do filme).

A maior influência para este vilão é o palhaço de Jogos Mortais. Não só esteticamente, mas pelas cenas de sofrimento alheio em virtude de situações esquematizadas por um doente, onde supostas escolhas "difíceis" ou determinantes colocam a moral/razão em cheque ( como nas fitas de torturas e no drama do navio).

Na primeira vez que vi, a "batmoto" se mostrou interessante, justamente por ser um elemento não "real" na trama. Mas, por mais que simpatize com as impossibilidades de fazer uma curva com a motoca, ainda falta nela o elemento morcego; não há nenhuma identificação com o protagonista. Esse trambolho de duas rodas poderia ser dirigido por qualquer um da rua: não é item do bat-cinto. Troque a imagem da cara do Batman pela cara da Mulher Maravilha e a moto será uma Moto-Maravilha-Modernosa.


Também falta criatividade pro Duas-Caras. Eta personagem feio! Não por ser um freak, mas por ser uma imagem desagradável aos olhos. Não é "real", é feia. Não é impactante, não diz nada, não tem a menor função. Chata.

Patético também é o momento onde Batman toma a pílula azul e vira Neo (vê além das paredes). Um Matrix tosco e confuso.

Essa falta de empolgação com o Batman, seja pelo visual genérico da cidade - Gotham continua sendo uma Boston e até aquela cidade chinesa fica mais interessante - seja pelos brinquedos não exclusivos, resulta num filme não Batman; até mesmo sem créditos iniciais para criar clima. No fim das contas é um filme policial qualquer.

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Saturday, July 26, 2008
  susto

No meio de 15 dias de férias recebi uma ligação de que meu perfil no Orkut estava com nome e foto alterados.
Por um segundo, vi minha vida online passar pelos olhos.
Depois de alguns dias fora, agora já está tudo em seus devidos lugares. E hoje recebi esse recado da equipe Google:

"Your account may have recently been impacted by a bug that affected your profile. Our engineering team has resolved this issue, and your profile has been restored. If you're still experiencing problems with your profile, please click "logout" and sign back into your account. At no time was your login information at risk. Your safety and security on orkut are a priority for our team. If you have further questions, please visit our help center or user group."

Ufa!

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Wednesday, June 18, 2008
  delírio em las vegas

Medo e Delírio em Las Vegas é uma viagem. Um mergulho em alucinações numa cidade-fantasia na década de 60.
Se hoje Las Vegas é um amontoado de hotéis-corporações, há 40 anos era uma cidade quase mística, um playground onde os limites mudavam de acordo com a imaginação, criatividade e nível alcoólico do turista.
São páginas de piras de um alucinado em mais de duas dezenas de drogas possíveis e imagináveis.
As transcrições dos pensamentos do chapado lembraram muitos textos de blogs, com pequenas observações sobre personagens estranhos, acontecimentos dignos de nota e outros nem tão relevantes assim.
Os efeitos das substâncias em que o protagonista é exposto são descritos com precisão e raciocínios absurdos são colocados com lógica e ao terminar os capítulos fica a dúvida se estamos sóbrios ou se aquilo foi escrito mesmo.

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Sunday, June 15, 2008
  um dia na história

Fernanda Takai escreveu sobre o poder hipnótico que sua filha traz aos olhos da mãe-autora; são dezenas de horas destinadas para contemplação da pequena, e logo após "sair de seu momento de observação", o tempo passa muito rápido.
Já se passaram vários dias do Monicontro, evento que esbocei, e que com ajuda de Murilo e Renato, consegui tirar do mundo das idéias e transformar num sábado inédito. Depois desse dia, o tempo voou.
O Monicontro foi sucesso de público - lotou a Sala Scabi, superando as mais otimistas previsões. Foi notícia nos sites especializados, jornais locais, rádio FM, TV.
As palestras rolaram bem, a apresentação do Rafa foi simpática e deu unidade, o vídeo de abertura, editado pelo Bruno, ficou tão bom que teve que ser repetido várias vezes durante o dia (pedido da platéia). A segunda edição do Quizz divertiu e o Concurso Cosplay foi uma surpresa visual pela empolgação dos envolvidos e qualidade dos adereços e fantasias.
Ganhei um prêmio exclusivo e lindão: o Troféu Capitão Pitoco: vale mais que qualquer Oscar tosco!
Obrigado para Samira e Munick, que cuidaram das barraquinhas de exposição dos brinquedos antigos e gibis raros (bem raros, um verdadeiro deleito visual fornecido por Paulo Back). Os sebos participantes venderam gibis feito água.
Fui uma tarde MUITO bonita.
Fora o evento, Corpus Christi foram dias de encontros. Ícones tranformaram-se em melhores amigos durante um curtíssimo período de tempo. Uma união de pessoas totalmente distintas, mas com um interesse em comum.
Passaram-se dias, e por alguns cantos da cidade ainda encontro cartazes perdidos, imagens em desquetopes do trampo e de casa.
Hoje só penso numa agenda para o segundo semestre de 2008. Mas minha agenda agora senta ao lado de uma enorme satisfação e orgulho.

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Friday, May 16, 2008
  Mutante Calado


Histórico saudosista, Carlos Calado é fã do trio Mutantes. Seu livro não é uma descrição completa da saga mutante, mas é uma pesquisa essencial para chegar mais perto dos dias em que Mutantes dominavam a terra. Anos em que o experimentalismo era de fato original e que o resultado não era uma tortura apresentada apenas à amigos.
Amizade, aliás, era o que unia esse grupo. Talvez fosse a criatividade. Sem dúvida foi a coragem. Enfim, independente do que unia, o resultado é que Sérgio, Arnaldo e Rita conseguiram uma conexão cósmica capaz de produzir algumas das músicas de rock mais impactantes já feitas no Brasil. Músicas, aliás, ainda elevantes, relevantes e impactantes.
Os Mutantes sabiam o que faziam, como faziam. Não se levavam a sério, aproveitavam seus momentos criativos com gosto e alegria. O humor, os elos, as pesquisas, e sobretudo a vontade e preocupação de fazer algo realmente próprio; de apresentar músicas como eles pensavam, como queriam, mandando às favas qualquer lógica ou preceito.
O livro termina com a esperança de que esse grupo volte a tocar. Demorou mais dez anos depois do livro ser originalmente lançado. Mesmo assim, sem a vocalista original nos microfones. E Carlos Calado faz com que mais um entre para sua torcida. Depois de saber detalhes de um grupo que enfrentou multidões em festivais para apresentar um sonho tão esquisito como apaixonante, é difícil não ficar na torcida de sua volta e numa nova sacudida na cultura atual.

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Wednesday, May 07, 2008
  Virada Cultural 2008

Virada Cultural 2008, originally uploaded by Daniella Gomes.

A determinação espacial na definição cultural é a chave para criar a complexidade de referências e profundidade de sensibilidades.
De sábado, 26, à domingo, 27, aconteceu uma das maiores manifestações culturais simultâneas da paróquia.
Não foram só varios shows montados para vender ingresso e bebidas a preços exorbitantes (sem entrar no mérito de ser um evento organizado pela prefeitura em ano eleitoral).
Foi um mergulho. E diferente de entrar num tonel de água ou tinta, materiais que sabemos o que vai acontecer ao meter a cara, não tinha como prever como seria passar essas horas no centro de São Paulo.
Os shows eram mais previsíveis. E funcionaram com uma precisão invejável.
Mundo Livre S/A e Vanguard foram esquentas. Distantes, nada marcante. Talvez pelo palco, pelo horário ou empolgação.
Disso prum gigante que empolgou e comoveu. Gal gritou, pulou, e deixou o clima super caseiro. Mestre, a seleção musical foi cantada com gosto de quero mais. Costa causou tumulto e teve um dos momentos de maior público de toda a virada. Furtos de celulares à parte, um show que só o cruzamento entre a São João e Ipiranga pôde conceder.
A Balada Silenciosa foi coisa pra paulistano ver. A idéia foi tão interessante que todos foram conferir. Pra quem tava zappeando, só restou a imaginação de quais sons faziam a pista.
A Virada das Vampiras foi outra surpresa de público. Os ingressos acabaram e não deu pra ver o filme das 2h, cuja bilheteria ficou sem os tickets de entrada uma hora antes!
Os quadrinhos criados, desenhados, pintados e artefinalizados "num aquário", ao vivo e à cores foi hipnotizante. Com viagens desnecessáras contra o talento assustador de diferentes roteiristas. Destaque para o A4 de Laerte. Simples, puro. Detonou.
Mutantes já no palco, e a correria para ouvir que eles continuam meio desligados. Não só isso, mas completamente alucinados e poderosos. Se a idéia de velhice não alterou os dedilhados dos Stones em Copacapana, aparentemente também não influenciaram os loucos daqui. Não consegui ver quem era a vocalista da vez, que não foi nem um pouco original e seguiu a cartilha sem surpresas. Mas o restante da trupe, visivelmente alucinados de alegria, estava criativa e transendental. Muito mais que o público, por sinal. Algumas músicas não eram familiares, pelo que percebi, novas. Terminaram com mantra raivoso, tropicalista e quase epilético contra as pessoas da sala de jantar. Merecido. Foram responsáveis pela música-chave da Virada, que encheu muitos olhos: a Balada do Louco. Eles insistem em serem felizes.
Novamente a sala com Vampiras lotou e perdemos as garotas das 4h.
Sambas, pessoas dormindo com mendigos e dividindo cobertores de papelão, pessoas fantasiadas, darks estranhando tanto movimento, policiais cansados e procurando formas de se manterem
acordados. O clima das 5h era frio, mas o público insitia em perambular pelas ruas. Um exército de zumbis involuntários procurava o melhor caminho para a próxima atração. Alguns desses faziam trajetos com o dedo num guia de bolso, outros preferiam ficar horas encarando uns totens gigantes, tentando entender o mapa ou a programação.
Depois de uma pizza individual por 3 reais (que jurava ser R$ 2,50 minutos antes), enfrentamos as Vampiras. A indicação era do Carlão, cujo blógue está aí do lado há anos. E superou as expectativas, de novo. Alucarda é o entontro de Carrie com Exorcista. Por mais que o conforto da cadeira roubasse alguns momentos de cochilo, o drama da garota num convento bizarro e sua amizade com Alucarda, é um deleite visual.
Sua sinópse revela muito: They gave their souls to Hell... but the Devil wanted MORE! Para rever.
Temendo a luz do sol, saímos à procura de mais sons. Na presença de outros seres estranhos, Quasímodo fazia com que alguns perdidos bêbados pulassem empolgados no Baile do Arouche.
Na sequência, no palco principal, uma multidão esperava o Teatro Mágico. Trupe circense. Músicas que todos na platéia, majoritariamente crianças, cantavam com emoção. Um show de imagens, articulações, sons e efeitos. Mas música fica em segundo plano, e as poesias tratam do amor de duas pessoas como arroz e feijão.
Já tonto, procurei uma padaria prum café, que foi encontrada no Copan. Logo Malu Magalhães entrou no palco das meninas, em frente onde saboreava um folhado.
Indiezinha, a aposta do myspace foi simpática. Sem controle nenhum da situação (foi instruida diversas vezes pelo namorado vanguardista durante a apresentação, mudava de tom, ritmo e melodia sem propósito). Renato, que me acompanhou na Virada, estranhou o repertório folk norte-americano, um tanto deslocado com o restante das atrações.
Depois de experimentar o famoso sanduíche de mortadela do Mercadão, sobrou apenas alguns acordes de uns índios que se expressavam na porta do Mercado Municipal. Mas, depois de 20 horas de natação em som e imagens, não entendia mais o que acontecia.
No final eram só pernas doloridas e a cabeça fervendo de idéias.

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Monday, March 31, 2008
  como alguém pode perder um mouse?


A resposta não está numa música do Calyspo (ao menos não no meu caso).
A Banda Calypso, aliás, tem se mostrado cada vez mais divertida. Baixei pela curiosidade, mas mostrou uma criatividade imensa. Não tem como ficar de mal (nem de mau) humor com as palavras de Joelma - praticamente uma Madonna tupiniquim.
Ainda na música, uma matéria da ilustrada sobre o axé music me deixou saudoso da Daniela. Seria o fim dos tempos?
Fora dos ouvidos, sei que meus escritos, ao menos nesse blógue estão raros. Não que a poeira tenha baixado. Muito pelo contrário, minha casa é só pó: buracos cortando o chão, novos quadros nas paredes, novas madeiras para colocar gibis e livros.
Livros que finalmente tô lendo.
Ler, isso quando não estou matando uns jedis do mau - ou seriam siths? - no melhor jogo dos últimos tempos.
E isso lembrou que, sobre cinema, queria muito escrever sobre Jogos do Poder, uma daquelas surpresas muito boas. Tinha esperança de convencer mais alguém pra ver o filme. Uma direção de arte fodona, uma história inusitada e refrescante. Falando agora, deu até vontade de ver de novo. Se bem que nessas alturas já deve ter saído de cartaz, e se pá, estar até no dvd.
Fora isso, o trampo que escorre pelas mãos, com cada dia uma bizarriçe (que nem é com cêçedilha, mas que fica ainda mais bizarra com a minhoca no "cê").
Num dia que começa o frio (pela ironia do destino, como diria Alanis na música definida como o hino da Lei de Murphy, logo quando conquistei um ar condicionado), me lembrei que muito do que acontece aqui está em algum lugar registrado. E nesse vídeo empolgado, sigo com minha pregação pró-twitter, esse "novo" brinquedo que rouba as páginas dos meus dias - e que desta vez inspirou links, em vez de matar a palavra inicial.
Ps: Post completamente influênciado por esse livro do Mario Prata, sujeito de crônicas viciantes. Valeu pelo presente, Cláudia! :)

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Sunday, March 23, 2008
  Evil Ed

Sweeney Todd é grandioso por criar imagens fortes. Fotos simples, com uma força narrativa imensa.

Cenas elaboradas, usando som, luz e cor com domínio e precisão.

A luz, ou a falta dela, é reflexo dos personagens, da cidade, do clima. A escuridão é praticamente um personagem próprio.

Atores em sintonia. Essa harmonia passa pelas músicas, cada vez mais elaboradas na medida em que o drama passa.

E é simplesnte hilário!

Acima de tudo, um filme sem-vergonha. Sem vergonha de ser brega, de ser kithsh, de extremo, de ser pop. E esse semvergonhismo todo resulta numa honestidade. Num trabalho maduro, estudado e trabalhado frame a frame. Não é apenas original, só uma história inesperada e trágica. Não. Só ser pop não basta. Seus efeitos especiais são naturalmente fakes. São imagens marcantes e lindas. Pequenas e complexas. Críticas e singelas.

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Wednesday, March 05, 2008
  V de Vingança

Ou, como diria Steeeela: T de TAM TAM (onomatopéia: o som das algemas fechando).
Não entendeu? Aqui tem meu drama completo.
A notícia completa está
aqui.

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Wednesday, February 27, 2008
  bombástico

Mudei de sala.
Sem terminar os projetos e reformas, já me instalei num novo espaço de trabalho, num outro ambiente para os dias úteis.
Maior, melhor.
A pilha de trampo ainda está em cima da mesa, e mais dezenas de outros afazeres ainda na cabeça.
A mesa é provisória, algumas paredes vão ganhar mais tinta, e vários utensílios de trabalho mudarão de lugar. Faltam conexões para que tudo funcione em plena ordem.
Mesmo assim, ao sair dessa sala, que foi pensada e projetada para ser meu novo universo nas tardes, foi responsa. E altamente empolgante.

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Monday, February 18, 2008
  no reino da alegria

Cor e marcha, originally uploaded by picbrasil.

Carnaval já era encarado como um tempo pra descansar, afinal ir à qualquer praia seria chateação, trânsito, pessoas bebadas pagando mico na tevê, músicas repetitivas à exaustão, axé e funk de quinta no carro ao lado, irritando logo nas primeiras horas do dia. Isso sem considerar os eventuais "pagodinhos". Em suma, quatro dias onde o demônio não influência as músicas, mas todas são infernais.
Isso mudou em 2008. Perdido no estado de São Paulo, existe um pequeno oasis chamado Vale do Paraíba.
E lá, uma cidade onde o Carnaval é inocente e divertido, mas um grupo de pessoas engraçadas e curiosas.
São Luis do Paraitinga já é meu destino de 2009, junto com o máximo de amigos que conseguir carregar.
Marchinhas. Sambas rápidos e empolgantes, em blocos vibrantes e danças desengonçadas. O álcool que não força uma situação, mas que ajuda a descontrair e empolgar. Cores, numa diversidade única e sem medo de ser feliz.
Se estivessem no Orkut, já teria adicionado Juca Teles, Barbosa e tantos outros personagens que viram irmãos em pouco tempo.
Fora essa pérola perdida em São Paulo, vi Jaculândia e seus moradores simpáticos e pulantes.
Finalmente pude verificar que os elogios de Steeeela sobre sua terra e sua gente não eram em vão: existe uma magia no ar, algo na água ou simplesmente um sexto sentido que deixa aquele povo tão marcante.
Algumas imagens foram captadas pelo meu celular e estão no novo recurso do blógue, aí do lado: meu flickr num clique.

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Wednesday, January 09, 2008
  Molto Piacere, Signorita Rossi

Norman McLaren desenha em película. Faz linhas horizontais dancarem jazz, traços verticais, balé. Numa fusão insana, produz pontos-espelhos que beiram o caos num caledoscópio de imagens coloridas e movimentos naturalmente animados, num timming impressionante. E, descobri ao acaso, em mais um evento escondido de Curitiba. Enfim, ainda restam sessões. Aê!

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Tuesday, January 01, 2008
  as primeiras palavras de 2008

Não tenho promessas. Sem expectativas. Nada de superstições.
Sei que hoje começa um ano foda.
Com muito trampo. De várias mudanças. Definições que trarão realizações.
E foi dada a largada!

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Friday, December 21, 2007
  The End Is the Beginning

Assignment: Jump the Sandwich, originally uploaded by whileseated.

Não sei do 2008.
Mas 2007 vai acabar mesmo assim.
E, no apagar das luzes, um dia de expectativas, confraternizações, esperanças, presentes, planos, atualização do blógue no mesmo dia, largos sorrisos e um inesperado champagne de despedida do trampo!

 
Wednesday, December 19, 2007
  esses dias atrás, em alguma sala escura

Planeta Terror
Engraçado pacas.

Lady Chatterley
Filme parado. Não como um fator negativo, afinal só fui perceber que o filme estava "lerdo" em sua última cena. Nada mal: dura 3 horas!
Gosto das câmeras paradas e cenas bem elaboradas. As sutilezas da vida na fazenda, de uma despreocupação com a modernidade e o amor. As sensações de descobrimento, seja de uma paisagem, de um recém-nascido ou de viver momentos intensos. Dá vontade de sair da sala correndo pelado na chuva, e, citando Alice, gritando: todo mundo nu com a mão pra cima!

Donos da Noite
Se as sessões surpresas são as melhores, essa entra na lista. Policial é gênero que não entendia, e que conheco muito pouco. A cena de abertura é fantástica. A ação, a redenção e o falso happy ending são devastadores.

Bee Movie
Um tanto decepcionante. Rever a série de tevê logo depois de sair do cinema foi mais produtivo. Algumas piadas e cenas hilárias, mas o conceito não é original; Antz demais.

Leões e Cordeiros
Um resumo de como quão fudido estão os EUA na guerra do Iraque. O drama do professor orientador-aluno gênio não cola: diálogos forçados, clichês, didáticos ao extremo. A guerra só está pra ilustrar. Fica mesmo a Meryl Streep enfrentando Tom Cruise, o próprio advogado do diabo.

Grupo Corpo
Dois atos. Dança "clássica", de salão, com movimentos elaborados, corpos unidos por uma força estranha e ao mesmo tempo hipnotizante. Em seguida, movimentos experimentais, com sons bizarros, um grupo de pessoas levados pela música.

Pato Fu
Show impecável, que deixou todos da platéia perguntando, "ué, já acabou?". Os mineiros apresentaram musicas antigonas, quase todo o CD novo (que está uma sinfonia em perfeição), divertiram a platéia e se divertiram. Fernanda Takai consegue deixar o ar com um q de intimidade, como numa conversa entre amigos. E apresentam músicas originais, empolgantes e delirantes. Eles resistiram, mas tocaram Spock, levando todos ao delírio.

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Friday, November 30, 2007
  é hoje

Superbad é foda.
A maior surpresa do ano.
O filme já começa bem: créditos iniciais simples com uma dança improvisada, uma trilha sonora antiga, efeito especial tosco. Despreocupação, antecipando sinceridade em detalhes como os movimentos e jeitos. Além de ser uma entrada bem divertida!
Logo surgem os protagonistas travando uma discussão com texto firme, elaborado e, ao mesmo tempo, banal, cotidiano. Segue a história, inusitada, com situações altamente identificáveis.
Em suma, é o amadurecimento, amizade, expectativas e dramas de garotos de 17 anos, e parece que é filmado por garotos de 17 anos. Flerta com os clichês de filme high school, porém subvertendo-os. Os personagens são redondos (não no cinto, mas em ações e reviravoltas). Sem humilhação, sem cenas escatológicas desnecessárias como nas comédias dos irmãos Farrelly. Há um humor de situação.
Tem um q de John Landis, daquelas comédias de 80 de grupo de amigos que parecem escorrer honestidade e inôcenciada tela.
Sem frescuras, sem intenção de ser "moderninho", sem cameras tremidas ou imagens em fast foward.
Gosto do uso de um imaginário deslocado; de uma certa não definição exata de tempo e espaço (na verdade existe, mas por momentos, não). A música remete aos anos 70, a estética, 80, as referências, 90. É um tanto como uma lembrança, uma revivência de experiências passadas transpostas na tela.
É uma comédia melancólica. Humor, com piadas, gestos, dramas e imagens hilárias por si só.
Um filme que eu gostaria de ter feito. Um dia na vida de amigos; com os acontecimentos, sentimentos confusos, despreparo, quebradas de cara e crescimento em conjunto.

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Monday, November 26, 2007
  não compre nada

Teve quem escreveu manifestos. Uns deixam a barba crescer. Outros governam um país por décadas. Os mais radicais, comem criancinhas no café da manhã.
Um grupo light, anunciou o dia sem compras. E foi no sábado que passou.
Justo durante o final de semana mais capitalista de todos os tempos.
Comprei remédios, coleira, luminária, comida, estoques, dvd, estacionamento. No dia, fui verificar um salão de apresentação de carros, ícones máximos do consumimo exacebado. Máquinas que se tornaram essenciais, reflexos de uma burguesia ávida pelo lucro máximo, qualidade mínima, marketing puro.
No domingo, almoço em fast food norte-americana, seguido de passeio familiar pelo Shopping, já lotado por causa dos feriados de fim-de-ano e férias escolares.
Não que eu não simpatiza pela causa, ou que não me impolgue com movimentos de internet. Não tem como. Será que tô ficando velho?
 
Sunday, November 11, 2007
  slam dunk

Meu primeiro mangá!
Ao menos o primeiro que tô acompanhando. E esse misto de humor-deboche-ação-romance é foda.
Se a cultura japonesa tá domindo tudo; de sushis à karaokê, de lágrimas de shoyo à The 5.6.7.8's, é tudo justificável.
Há uma desprentensão nos traços, e por mais que exista uma busca por um desenho real, com quadros "sérios" e verossimilhantes, o exagero em feições e gestos é que mais agrada.
Um novo mundo se apresenta. Agora é só invadi-lo!

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Monday, November 05, 2007
  Björk explodiu no dia do Saci

Tal qual o personagem que pula em um só pé, a pequena islandesa pulou sem parar.

Menina tímida, Björk enfrentou uma multidão com apelos visuais e a companhia de músicos, máscaras, metais e corais. No centro do palco, jorrava suas interpretações e invocou a platéia para uma sessão de exorcismo e loucura coletiva.

Sem limites de cores, de tons e sons, Björk não apresentou um show coeso, comestível ou entendível. Por instantes, era só ritmo. Em seguida, sua voz hipinotizava com um mantra. Em instantes, estava enfeitiçado, num plano alfa, transcendendo prum universo sem lógica.

Dominado pela sensação, Björk faz movimentos, pula pequeno, dança com o braço, flutua a cabeça, explode a mão em fitas mágicas. Uma alucinação auditiva e visual.


Arctic Monkeys foi protocolar. Como Strokes, tocaram as músicas com fidelidade espantosa aos mp3s que os vanglorizaram. Talvez pela ressaca física e mental de ver aquela garota nos drogando com berros, a banda não me apresentou nada de inovador ou tocante.

The Killers foi Pop. Acima das expectativas: se divertiram, brincaram, empolgaram e se esforçaram para entregar músicas empolgantes, acordes pulantes e refrões gritantes. E deu certo! Finalmente o público pulou, riu, se emocioniou. Também, se nem com luzes piscando e vocalista se matando no placo o pessoal não tivesse se manisfestado, nada mais faria!

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Sunday, October 28, 2007
  raise your flag higher

Obras de arte sofrem nas mãos de publicitários manés.
A Vila foi uma experiência frustrante pela suposta importância que a divulgação deu ao final da película, mero detalhe da trama.
Hairspray sofre do mesmo drama. Tá certo que John Travolta como uma senhora obesa é engraçado, mas o musical vai muito além da simples piada travesti.
Nikki Blonsky é fofa, em todos os sentidos. Michelle Pfeiffer tá uma Yzma hilária. Christopher Walken está figurona também. Até Frank Costanza faz uma parte inusitada!
Além do casting impecável, Hairspray cria uma atmosfera empolgante e é altamente cativante. E puta engraçado! Pequenas ironias do destino. A inocência e o sonho impossível. Enfim, além de gargalhadas, um filme feel good. Saí do cinema com sorrisão no rosto.
Bem diferente de Fast Food Nation, do Richard Linklater, do também inocente e divertido Escola de Rock.
Outro filme erronamente divulgado. Avril Lavigne e Bruce Willis aparecem em segundos no filme, e não como personagens principais. Filme "sério", pra mostrar a "podridão" norte-americana. Não é um lixo por inteiro, mas o filme não chega a lugar algum.
Prefiro a empolgação da simpática Nikki cantando as belezas de um rato de rua do que descobrir o que de fato existe na carne do meu próximo Big Mac.

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Wednesday, October 24, 2007
  devil in her heart

Flash me, baby!, originally uploaded by picbrasil.

Alguns finais de semana são cheios de estrelas, tardes cheias de sol, astros mil.
Há três semanas (!), tive a alegria de receber uma estrela cadente em casa. Estrela que trouxe sorriso no rosto de forma espôntanea. Esse raio de luz que transformou churrasco em festa, baladinha em evento, final de semana em férias.
Reforçado um contato imediato com esse astro que explode de energia dezenas de vezes por segundo, que nos deixa confusos com as luzes e com dores na barriga de tanta risada!
E que fazem ressusitar posts escritos dias atrás, mas publicados com satisfação, ainda que tardios!
:P

 
Tuesday, October 02, 2007
  ando meio desligado

Sem tempo para operações, nem festas, nenhuma grande evolução na academia, nada de exercícios físicos, longe dos projetos.
Dias corridos.
Preciso urgentemente organizar minha rotina!

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Friday, September 21, 2007
  let me play among the stars

E fez-se a luz!, originally uploaded by picbrasil.


Não acordei na noite na manhã de Sábado, 15.
Os acontecimentos daquele final de semana foram fantásticos demais para serem catalogados como verdade.
Num segundo surgiram amizades com pessoas que já conhecia por pixel, mas não imaginava a cor do cabelo; reencontrei colegas de comunidade e parecia que encontrava amigos da terceira série; revi Mauricio de Sousa, que lembrou-se de quem eu sou!
Uma rapidíssima passagem pelo Rio de Janeiro, que continua lindo, e agora, pano de fundo para mais algumas dezenas de boas lembranças.
No meu flickr, mais algumas imagens desses dias tão mágicos quanto divertidos.

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Thursday, September 13, 2007
  foz indie

Forninho, originally uploaded by picbrasil.


Cliclo do Urubo em viagem internacional.
Se invadir Palotina com essas pessoas foi digno de post emocionado, Foz do Iguaçu seria diversão garantida. E foi.
Fizemos biquinho, fui atacado por uma arara apaixonada pelo meu pé, fomos tomados pela força das águas das Cataratas, entramos de gaiato num casório, enlouquecemos num bar de rrrrrroooock impossível de existir em Curitiba, com mesas de bilhar de graça, cerveja 600ml, mesas de plástico e banda com cover inusitados, de Michael Jackson à Led Zeppelin numa mesma sequência (comparável apenas com o lendário Open Bar, de Camboja).
Enfrentamos 38º num país onde o capitalismo beira o Caos: a pobreza no limíte, a falta de estrutura e os últimos lançamentos da tecnologia mundial em vitrines sujas de gordura e poeira. Uma multidão à procura de ofertas, de vantagens e sem conhecimendo do termo civilização.
Atravessando outra ponte, desbravamos um país que deixou o Brasil no chinelo: Argentina é linda, avançada, elegante (nas palavras da Fer), e total 1º mundo. As poucas horas naquele país só trouxeram mais curiosidade sobre los hermanos.
Acima de tudo, foi um feriado de indepêndencia que mostrou a nossa independência, desse grupo de asas negras e avantajados bicos, de risadas, de comentários insignificantes mas importantes, de descanço mental com alguns auto-presentes na bagagem.



Algumas imagens dessa viagem já estão no meu flickr! Foda!

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Friday, August 31, 2007
  dia do blógue

5 blógues que não estão ali do lado, mas que valem o clique?

1. Orkontro Turma da Mônica
Sobre o segundo grande encontro de fãs da Turma da Mônica! Além de encontrar Mauricio de Sousa, uma boa chance de conversar sobre essa dentuça e sua gangue. O evento será no Rio de Janeiro, dia 15/9. Ah, tem uma rifa muito doida rolando por lá. Eu já estou com alguns nomes reservados!


2. Diário de Bordo
Esse foi um blógue que morreu na praia. Surgiu depois de uma promessa, mas até agora não tem um só post. Mas fica a esperança de ainda achar uma palavra perdida da G. e sua descoberta do velho mundo.

3. Boing Boing
Por que cargas d'águas eu ainda não coloquei esse site aí do lado? Fonte de dezenas de links, de inspirações para post, de risadas e de muita perda de tempo. Em suma: imperdível!

4. All Kinds of Stuff
John Kricfalusi foi responsável por muitas tardes de riso. Não só determinou um estivo de desenho animado que tem reflexo em 99% dos novos desenhos criados desde Ren & Stimpy, mas seu humor e traço determinaram muito da minha idéia de cômico. Tanto que eu comprei um log! Hoje podemos ler seus escritos nesse endereço aí. E ver que o cara é foda mesmo! Só o último post, de ontem, é mais foda que acompanhar durante 2 anos qualquer discussão sobre animação.

5. The Vintage Place
No meu Blógue tem o MusicRoll, com alguns blógues que dividem música. Mas todos eles estão defasados. A maioria usa o Rapidshare. Passado. Outros fogem pro Megaupload. Nunca consegui baixar nada desses. O futuro é o Mediafire. Não precisa ficar esperando entre um download e outro. Não tem que contar os segundos. Não precisa digitar aquelas malditas letras de segurança. E tem MUITO links fodões nesse blógue. Amigo de amigo meu (cheguei nele por indicação de um dos meus citados), é puro ouro!


Missão cumprida!

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Sunday, August 26, 2007
  papa don´t preach

Nunca sentirei a dor de um parto, não preciso controlar o garfo através de dietas bizarras, não me preocupo com furacões enquanto durmo à noite.
São sentimentos específicos de quem passa pela experiência de uma gravidez, da obesidade, do vício e de morar em locais "maltratados" pela natureza. Porém, mesmo não sentindo, são identificáveis, e até mesmo previsíveis; afinal conheço dor, fome e medo.
Há quase 1 mês entrei em contato com uma sensação tão forte quanto desconhecida: a paternidade.
Um upgrade da responsabilidade. Um ser vivo sob sua responsabilidade.
Diferentemente das plantas do jardim, se esse ficar sem água, ele vai reclamar. E se ganhar um gole de suco, seu rabo vai abanar.
E por momentos de alegria conjunta como esse, todo o xixi espalhado pelo chão da casa toda não importa.
Lidar com expectativa e frustrações podem trazer um lado negro sinistro à tona. Gritos e neuras surgiram em momentos inesperados.
Educação, treinamento, agenda, traumas, culpas e preocupações.

Pai sofre! Mas nada compara-se a alegria de um filho feliz!

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Tuesday, August 21, 2007
  Fimde

Nhac!, originally uploaded by picbrasil.


Novas fotos no meu flickr apresentam como foi o final de semana. Cheio desse povo tão Guerdo quanto divertido. Poucas coisas são tão boas quanto esses Gibbs.
E a união foi pruma despedida. Alice foi para o outro lado: agora é Mulher (nas palavras da "'padra" que conduziu a cerimônia do casório).
A festa estava tranquila, comida boa, presença de muitos amigos desaparecidos, vinhos, poemas. E de momentos hilários com o pessoal.
Além do casório, a festa do LoboMau detonou tudo. O Fernando babando no suspiro sérvio do Nikola (imagem que ilustra a postagem) mostra alguns dos momentos deliciosos da celebração.
Uma semana seguinte inteira com sono compensa depois de um final de semana como esse.

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Monday, August 13, 2007
  it ain´t over till its over

Terminei No Logo.
Demorei 5 anos (!).
Já tinha resenhado, citado, viajado, conversado, debatido, colocado na minha lista de favoritos do orkut, chorado e rido com os escritos de Noami Klein.
Um mundo marcado, o poder das grandes empresas, as conseqüências de uma moral vendida, as reações populares, os novos movimentos sociais.
De fábricas no terceiro mundo à propagandas milionárias no Kansas. Do crescente poder de empresas que faturam mais que países à quitanda da esquina. Um livro onde nós participamos: afinal, todos temos uma camiseta com swoosh da Nike.
Um diário sobre a organização/exploração consumista na década de 90. Alguns exemplos de Klein se perdem no contexto brasileiro, outras perdem a força depois de quase 10 anos de relatados. Mas todo o resto é assustadoramente identificável no dia-a-dia; o que era um perigo então, parece mais catastrófico em 2007.
Não estamos diante de um livro-indicação de qual marca comprar (Nike ou Adidas - é tudo farinha do mesmo saco), mas um panorama geral de um capitalismo sem limites, de monstros industriais inescrupulosos fantasidos de vovózinhas pela maquiagem do marketing.

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