
Eles criaram um conceito.
Uma noção de música, uma interpretação única de expressão humana via acordes, guitarras, bocas e rebolados.
O resultado foi tão foda que até quem não tem a mínima noção, compra a idéia.

E pagam alto: viajam quilômetros, enfrentam sol, acampam, ficam com expectativa, alugam casa de vó da amiga, passa por um empurra-empurra sufocador. Alguns mais extremados colocam até balde de frango frito na cabeça. Porque são estes que foram até o Rio de Janeiro e na praia de Copacabana compreenderam a noção de ser Rolling Stones.

Fiquei diante de criadores dos padrões do que é Rock. Ouvi a perfeição técnica e vocal. Curti o rebolado debochado e fiquei sem ação com a magnitude daquelas rochas.

Por fim, deixei uma língua gigante me lamber entre milhões de pessoas. Senti aqueles lábios vermelos me tocando. E me emocionei com a criação.

ps: contrariando todas as noções diabólicas do rock, encontramos algumas surpresas bizarras naquela cidade maravilha...
