segunda-feira, fevereiro 20, 2006

rock, baby


Eles criaram um conceito.
Uma noção de música, uma interpretação única de expressão humana via acordes, guitarras, bocas e rebolados.
O resultado foi tão foda que até quem não tem a mínima noção, compra a idéia.

E pagam alto: viajam quilômetros, enfrentam sol, acampam, ficam com expectativa, alugam casa de vó da amiga, passa por um empurra-empurra sufocador. Alguns mais extremados colocam até balde de frango frito na cabeça. Porque são estes que foram até o Rio de Janeiro e na praia de Copacabana compreenderam a noção de ser Rolling Stones.

Fiquei diante de criadores dos padrões do que é Rock. Ouvi a perfeição técnica e vocal. Curti o rebolado debochado e fiquei sem ação com a magnitude daquelas rochas.

Por fim, deixei uma língua gigante me lamber entre milhões de pessoas. Senti aqueles lábios vermelos me tocando. E me emocionei com a criação.


ps: contrariando todas as noções diabólicas do rock, encontramos algumas surpresas bizarras naquela cidade maravilha...

3 comentários:

seventowers disse...

Cara esta camiseta eu não vi, que bizarra! Que louco esta história que fica no limite entre ad imensão erótica e o sagrado, nossa, muito louca msm!
Mas eu fiquei bem longe do sufoco e do empurra, fiquei longe de ver a lingua do Mick e os movimentos, fiquei no limite do experimentar a música na pele, como aquele calor, e como vc disse, parecia uma festa junina, com todo aquele povo assando coisas, aquela fumaceira! Mas nada, nada atrapalhou, uma experiência única, ver e ouvir os Stones com tudo que eles podem fazer!
Foi louco, muito louco, no mínimo!
Bom carnaval!

seventowers disse...

"a dimensão", foi o que quis dizer

g disse...

conhecer o rio com o show dos stones foi foda. acho difícil de formular uma resposta objetiva e racional a essa experiência. como vc mesmo disse, é algo a se sentir, na pele.