quinta-feira, agosto 10, 2006

piririm, piririm, piririm


Ninguém ligou pra mim!
Ao menos nos últimos 2 dias, pois estou sem celular.

Afinal, o que procuramos num celular? Câmera, mp3, bluetufi? Um desenho legal?
A escolha fica ainda mais difícil ainda em função dos pequenos jogos mentais que as operadoras fazem. Primeiro criam preços absurdos. Depois oferecem "descontos", deixando os celulares mais caros, acessíveis. E com as dezenas de propagandas que passam diante dos olhos, surgem verdadeiras celebridades telefônicas. O tal do V3, que os vendedores começam babar ao te oferecer. O tal da cam 1 megapixel, que a vendedora diz ser o top de linha, ou um que tem nome de comida: chocolate, mas que infelizmente não está disponível para sua operadora e nem é comestível!!!!

Após ir 3 vezes em diferentes lojas para pegar um, ainda não consigo me decidir. E sei que daqui alguns meses toda essa dúvida vai voltar, ao perceber que o aparelho quebrou, foi perdido ou já está obsoleto e os novos custarão metade do preço e com litros de outras vantagens.

O jeito é voltar à loja e fazer uni-duni-tê.

domingo, agosto 06, 2006

por linhas tortas


Algumas oportunidades não são causalidades. Surgem opções que não tem como recusar.

Uma das coisas que mais me tocou ano passado foi a arquitetura daquele louco espanhol. Aquele cujas obras transfiguram entre arte, tornam-se simbolos e até mesmo um post por aqui.
Longe disso, procurei meu espaço pela minha cidade por tempos, entre visitas à imóveis e recortes de jornais. Nada era indicado, nenhum deles estava ao gosto. Ao parar de procurar, surgiu um anúncio bizarro e uma visita despreocupada.

Fiz uma proposta, jogada ao vento.
Durante o flerte da negociação, apareceram os mais variados sinais de que, em algum lugar, tudo isso já estava certo e definido: caminhões de mudança estacionados em frente de casa, horóscopos tratando de propriedades e rotas que sempre levavam à frente daquele edifício.

A confirmação veio há alguns dias, mas o rabisco final só rolou nessa quinta.
Com uma baita responsabiliade nas costas, cheiro de pizza no ar e uma pilha de livros para estudar, terei que esperar 45 dias para poder de fato me mudar.

Enquanto isso, visões sobre fogões e frigideiras, e a pulga no pé para conquistar de fato um pedaço só meu.

domingo, julho 30, 2006

na contramão, parte 2


Odeio bufê por quilo! A fome não me deixa escolher a melhor combinação de comidas; e a variedade de pratos é cada vez maior nesses lugares. Acabo sempre com um pratão, que mistura sushi, estrogonofe e goiabada! Mas tudo bem, afinal as conseqüências desse momento sem noção e desenfreado consumismo passa em instantes, logo após a hora do almoço. O pior que pode acontecer é uma dor de barriga ou uma porção de comida deixada no prato.
Mas tem gente que não tem noção em nenhuma ação da vida. Que não tem sensibilidade pra combinação de roupas: usa só um tom ou nada feito. Que não entende a lógica atrás de uma música, que não vê diferença entre as marcas de carro, entre os tipos de construção, entre a luz do Sol e luz Neon. E, chegam ao extremo de pensar que tem noção. Jogam no lixo lindos projetos, complexas e muito bem trabalhadas estruturas pelo simples luxo de novos apetrechos. Ignoram movimentos artísticos, e vivem sua vida numa mediocridade impressionante.
O que fazer com elas? Ignorá-las e revirar seu lixo atrás de pequenos tesouros.

na contramão


Tá tudo errado!
Por cinco anos de estudos, não devo ser pressionado a responder perguntas mal elaboradas sobre. A pressão não tá no contrato. Não é prevista. Não é necessária e sobretudo não é útil, pra nada!
Naquela lógica banal e real: o que é obrigatório vira um pesadelo!
E acordamos no meio da noite com medo de atingirmos o que sempre sonhavamos.
Não é por aí. Fazer o quê?
Entre nesse trem doido, e caia ladeira abixo!

quarta-feira, julho 26, 2006

de novo


Uns ficam indignados com a guerra que acontece, de novo, lá em Israel. Eu nem me atrevo a pensar neles. Talvez pela distância, ou pela impossibilidade de compreender uma luta que acontece há séculos. Meu país existe há duzentos anos, temos terra pra dedéu, e nunca conheci um fanático religioso que acreditasse que a sua sina fosse pendurar dinamite em volta do pescoço, entrar num Shopping e se explodir junto dezenas de incrédulos.
O que realmente me preocupa, e me atinge diretamente, é a banalidade com que encaro a situação de, pela 6a. vez, chegar ao lado de meu carro e encontrar o vidro quebrado. Em plena segunda-feira.

segunda-feira, julho 24, 2006

olhar fuminante


Descubro novo sons quando escuto uma música pela segunda vez, ou percebo novos tons em quadros após um atenta revisão. E com alguns filmes, existe toda uma segunda trama escondida pelos fotogramas. Algumas imagens são complexas demais para um simples olhar.
Ontem revi Ninotchka, uma comédia romantica de 39. Tão percursora quanto definidora de todo um gênero, a segunda vista trouxe significantes que transcendem qualquer outro sentido percebido até então.
Uma comédia que flerta com o drama, em situações que mostram que atrás de teorias sociais e econômicas, existem pessoas que comem, viajam, respiram e sonham.
Personagens mais que redondos, apaixonantes. Situações hilárias e ao mesmo tempo um tanto melancólicas e altamente críticas. Película ousada; simples, mas longe do banal. A seriedade de nossos atos diante da diversão de um chapéu tosco; a impossibilidade de viver só pela lógica.

terça-feira, julho 18, 2006

quem te vê


Seja um sapo. Uma embalagem de cereal, um pó mágico. Seja um magnata francês, um lixeiro ou piquenês. Seja uma palavra que nem existe no Google.
E na net você pode ser tudo isso e mais um pouco. Afinal, contas no hotmail são mais fáceis de abrir do que contas bancárias. Um profile fake no Orkut mais necessário do que útil. E crie blogs na internet tão bem montados que se você colocar numa lista de indicados, ninguém saberá que é você. Comente seus próprios posts para que ninguém nem desconfie.

Porque, no fundo, somos todos invenções.

terça-feira, julho 11, 2006

segundo round


Para alguns, a eliminação de Brasil na Copa significou a volta a realidade. Para outros, a vitória da Itália (o verdadeiro fim da Copa - e das fugas). Pra mim, os efeitos alucinóginos da droga acabou há pouco, quando terminei de ver a segunda temporada da série perdida.
Enquanto uns teorizam sobre a cabeçada de Zidane, outros com quem deveria fazer sexo na próxima temporada de Lost, fico com as obrigações atrasadas.
Três meses depois de declarar que meu ano finalmente começara, digo que esse ano passou pra segunda fase.
Em plena segunda-feira, dia 10, no primeiro dia de inscrições pra Ordem, esperando uma negociação que mudará minha vida (ou ao menos meu endereço), onde tudo gira e fica parado no ar por alguns segundos.
E nada mais adequado para começar essa segunda fase-semestre do que com um post cheio de links inúteis e um vídeo mais tonho ainda!