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sábado, fevereiro 28, 2009

declarando o reino da alegria


Se no ano passado deparei-me com uma cidade que mudou todos os meus paradigmas sobre Carnaval, esse ano cumpri a promessa de voltar para lá com o máximo de pessoas que conseguisse.
Com xtelinha, juntamos 23 pessoas e fundamos oficialmente o Reino mais sorridente do planeta.
Aquele que canta em desespero para que Barbosa não corra, que dança a trajetória da pescaria do namorado da Maricota, que chama Ets para festa, que declara com Juca Teles palavras de amor, que enfia o pé na cova e que desce no Baco, Baco, Baco!
São Luiz do Paraitinga é uma cidade de 10mil habitantes que teve, em 2008, mais de 150mil visitantes nos dias de Carnaval.
Morando durante esse feriado numa casa próximo do centro, todas as primeiras impressões ficaram ainda mais evidentes.
Não há motivos para estresse no paraíso: na falta de água, corre-se para a cachoeira; na falta de som, puxa um violão; na fila do banheiro, conversas e xibocas; na espera do almoço, um bloco; no cansaço, qualquer canto é cama de mola.
Longe de qualquer aparelho que precisasse de eletricidade, perto apenas do trio elétrico.
Num clima Novos Baianos, formou-se de grupo de desconhecidos um Reino Unido. Apesar de ainda estranhos, a companhia dessas pessoas era esperada e querida.
Mais outros tantos foram fisgados pela inocência, cores, vida e simplicidade de SLP. E que venham os próximos!
Para + fotos, vídeos e reservas de casa para ano que vem (!): site oficial e um outro qualquer.

quarta-feira, maio 07, 2008

Virada Cultural 2008


Virada Cultural 2008, originally uploaded by Daniella Gomes.

A determinação espacial na definição cultural é a chave para criar a complexidade de referências e profundidade de sensibilidades.
De sábado, 26, à domingo, 27, aconteceu uma das maiores manifestações culturais simultâneas da paróquia.
Não foram só varios shows montados para vender ingresso e bebidas a preços exorbitantes (sem entrar no mérito de ser um evento organizado pela prefeitura em ano eleitoral).
Foi um mergulho. E diferente de entrar num tonel de água ou tinta, materiais que sabemos o que vai acontecer ao meter a cara, não tinha como prever como seria passar essas horas no centro de São Paulo.
Os shows eram mais previsíveis. E funcionaram com uma precisão invejável.
Mundo Livre S/A e Vanguard foram esquentas. Distantes, nada marcante. Talvez pelo palco, pelo horário ou empolgação.
Disso prum gigante que empolgou e comoveu. Gal gritou, pulou, e deixou o clima super caseiro. Mestre, a seleção musical foi cantada com gosto de quero mais. Costa causou tumulto e teve um dos momentos de maior público de toda a virada. Furtos de celulares à parte, um show que só o cruzamento entre a São João e Ipiranga pôde conceder.
A Balada Silenciosa foi coisa pra paulistano ver. A idéia foi tão interessante que todos foram conferir. Pra quem tava zappeando, só restou a imaginação de quais sons faziam a pista.
A Virada das Vampiras foi outra surpresa de público. Os ingressos acabaram e não deu pra ver o filme das 2h, cuja bilheteria ficou sem os tickets de entrada uma hora antes!
Os quadrinhos criados, desenhados, pintados e artefinalizados "num aquário", ao vivo e à cores foi hipnotizante. Com viagens desnecessáras contra o talento assustador de diferentes roteiristas. Destaque para o A4 de Laerte. Simples, puro. Detonou.
Mutantes já no palco, e a correria para ouvir que eles continuam meio desligados. Não só isso, mas completamente alucinados e poderosos. Se a idéia de velhice não alterou os dedilhados dos Stones em Copacapana, aparentemente também não influenciaram os loucos daqui. Não consegui ver quem era a vocalista da vez, que não foi nem um pouco original e seguiu a cartilha sem surpresas. Mas o restante da trupe, visivelmente alucinados de alegria, estava criativa e transendental. Muito mais que o público, por sinal. Algumas músicas não eram familiares, pelo que percebi, novas. Terminaram com mantra raivoso, tropicalista e quase epilético contra as pessoas da sala de jantar. Merecido. Foram responsáveis pela música-chave da Virada, que encheu muitos olhos: a Balada do Louco. Eles insistem em serem felizes.
Novamente a sala com Vampiras lotou e perdemos as garotas das 4h.
Sambas, pessoas dormindo com mendigos e dividindo cobertores de papelão, pessoas fantasiadas, darks estranhando tanto movimento, policiais cansados e procurando formas de se manterem
acordados. O clima das 5h era frio, mas o público insitia em perambular pelas ruas. Um exército de zumbis involuntários procurava o melhor caminho para a próxima atração. Alguns desses faziam trajetos com o dedo num guia de bolso, outros preferiam ficar horas encarando uns totens gigantes, tentando entender o mapa ou a programação.
Depois de uma pizza individual por 3 reais (que jurava ser R$ 2,50 minutos antes), enfrentamos as Vampiras. A indicação era do Carlão, cujo blógue está aí do lado há anos. E superou as expectativas, de novo. Alucarda é o entontro de Carrie com Exorcista. Por mais que o conforto da cadeira roubasse alguns momentos de cochilo, o drama da garota num convento bizarro e sua amizade com Alucarda, é um deleite visual.
Sua sinópse revela muito: They gave their souls to Hell... but the Devil wanted MORE! Para rever.
Temendo a luz do sol, saímos à procura de mais sons. Na presença de outros seres estranhos, Quasímodo fazia com que alguns perdidos bêbados pulassem empolgados no Baile do Arouche.
Na sequência, no palco principal, uma multidão esperava o Teatro Mágico. Trupe circense. Músicas que todos na platéia, majoritariamente crianças, cantavam com emoção. Um show de imagens, articulações, sons e efeitos. Mas música fica em segundo plano, e as poesias tratam do amor de duas pessoas como arroz e feijão.
Já tonto, procurei uma padaria prum café, que foi encontrada no Copan. Logo Malu Magalhães entrou no palco das meninas, em frente onde saboreava um folhado.
Indiezinha, a aposta do myspace foi simpática. Sem controle nenhum da situação (foi instruida diversas vezes pelo namorado vanguardista durante a apresentação, mudava de tom, ritmo e melodia sem propósito). Renato, que me acompanhou na Virada, estranhou o repertório folk norte-americano, um tanto deslocado com o restante das atrações.
Depois de experimentar o famoso sanduíche de mortadela do Mercadão, sobrou apenas alguns acordes de uns índios que se expressavam na porta do Mercado Municipal. Mas, depois de 20 horas de natação em som e imagens, não entendia mais o que acontecia.
No final eram só pernas doloridas e a cabeça fervendo de idéias.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

no reino da alegria


Cor e marcha, originally uploaded by picbrasil.

Carnaval já era encarado como um tempo pra descansar, afinal ir à qualquer praia seria chateação, trânsito, pessoas bebadas pagando mico na tevê, músicas repetitivas à exaustão, axé e funk de quinta no carro ao lado, irritando logo nas primeiras horas do dia. Isso sem considerar os eventuais "pagodinhos". Em suma, quatro dias onde o demônio não influência as músicas, mas todas são infernais.
Isso mudou em 2008. Perdido no estado de São Paulo, existe um pequeno oasis chamado Vale do Paraíba.
E lá, uma cidade onde o Carnaval é inocente e divertido, mas um grupo de pessoas engraçadas e curiosas.
São Luis do Paraitinga já é meu destino de 2009, junto com o máximo de amigos que conseguir carregar.
Marchinhas. Sambas rápidos e empolgantes, em blocos vibrantes e danças desengonçadas. O álcool que não força uma situação, mas que ajuda a descontrair e empolgar. Cores, numa diversidade única e sem medo de ser feliz.
Se estivessem no Orkut, já teria adicionado Juca Teles, Barbosa e tantos outros personagens que viram irmãos em pouco tempo.
Fora essa pérola perdida em São Paulo, vi Jaculândia e seus moradores simpáticos e pulantes.
Finalmente pude verificar que os elogios de Steeeela sobre sua terra e sua gente não eram em vão: existe uma magia no ar, algo na água ou simplesmente um sexto sentido que deixa aquele povo tão marcante.
Algumas imagens foram captadas pelo meu celular e estão no novo recurso do blógue, aí do lado: meu flickr num clique.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

start me up


'Cause if you start me up I'll never stop.
Com metros de idéias na cabeça, objetivos organizados, metas estipuladas e o frio na bariga de um novo ano, começa 2007.
O Carnaval trouxe as belas imagens do Rio, momentos de tranquilidade em casa, rápido encontro com amigos, novas receitas de bolos, e uma ordem para o ano.
E a quarta-feira que era pra ser de cinzas, vira fogo nos pés de André.