Não sei do 2008.
Mas 2007 vai acabar mesmo assim.
E, no apagar das luzes, um dia de expectativas, confraternizações, esperanças, presentes, planos, atualização do blógue no mesmo dia, largos sorrisos e um inesperado champagne de despedida do trampo!
sexta-feira, dezembro 21, 2007
The End Is the Beginning
quarta-feira, dezembro 19, 2007
esses dias atrás, em alguma sala escura
Planeta Terror
Engraçado pacas.
Lady Chatterley
Filme parado. Não como um fator negativo, afinal só fui perceber que o filme estava "lerdo" em sua última cena. Nada mal: dura 3 horas!
Gosto das câmeras paradas e cenas bem elaboradas. As sutilezas da vida na fazenda, de uma despreocupação com a modernidade e o amor. As sensações de descobrimento, seja de uma paisagem, de um recém-nascido ou de viver momentos intensos. Dá vontade de sair da sala correndo pelado na chuva, e, citando Alice, gritando: todo mundo nu com a mão pra cima!
Donos da Noite
Se as sessões surpresas são as melhores, essa entra na lista. Policial é gênero que não entendia, e que conheco muito pouco. A cena de abertura é fantástica. A ação, a redenção e o falso happy ending são devastadores.
Bee Movie
Um tanto decepcionante. Rever a série de tevê logo depois de sair do cinema foi mais produtivo. Algumas piadas e cenas hilárias, mas o conceito não é original; Antz demais.
Leões e Cordeiros
Um resumo de como quão fudido estão os EUA na guerra do Iraque. O drama do professor orientador-aluno gênio não cola: diálogos forçados, clichês, didáticos ao extremo. A guerra só está pra ilustrar. Fica mesmo a Meryl Streep enfrentando Tom Cruise, o próprio advogado do diabo.
Grupo Corpo
Dois atos. Dança "clássica", de salão, com movimentos elaborados, corpos unidos por uma força estranha e ao mesmo tempo hipnotizante. Em seguida, movimentos experimentais, com sons bizarros, um grupo de pessoas levados pela música.
Pato Fu
Show impecável, que deixou todos da platéia perguntando, "ué, já acabou?". Os mineiros apresentaram musicas antigonas, quase todo o CD novo (que está uma sinfonia em perfeição), divertiram a platéia e se divertiram. Fernanda Takai consegue deixar o ar com um q de intimidade, como numa conversa entre amigos. E apresentam músicas originais, empolgantes e delirantes. Eles resistiram, mas tocaram Spock, levando todos ao delírio.
sexta-feira, novembro 30, 2007
é hoje
Superbad é foda.
A maior surpresa do ano.
O filme já começa bem: créditos iniciais simples com uma dança improvisada, uma trilha sonora antiga, efeito especial tosco. Despreocupação, antecipando sinceridade em detalhes como os movimentos e jeitos. Além de ser uma entrada bem divertida!
Logo surgem os protagonistas travando uma discussão com texto firme, elaborado e, ao mesmo tempo, banal, cotidiano. Segue a história, inusitada, com situações altamente identificáveis.
Em suma, é o amadurecimento, amizade, expectativas e dramas de garotos de 17 anos, e parece que é filmado por garotos de 17 anos. Flerta com os clichês de filme high school, porém subvertendo-os. Os personagens são redondos (não no cinto, mas em ações e reviravoltas). Sem humilhação, sem cenas escatológicas desnecessárias como nas comédias dos irmãos Farrelly. Há um humor de situação.
Tem um q de John Landis, daquelas comédias de 80 de grupo de amigos que parecem escorrer honestidade e inôcenciada tela.
Sem frescuras, sem intenção de ser "moderninho", sem cameras tremidas ou imagens em fast foward.
Gosto do uso de um imaginário deslocado; de uma certa não definição exata de tempo e espaço (na verdade existe, mas por momentos, não). A música remete aos anos 70, a estética, 80, as referências, 90. É um tanto como uma lembrança, uma revivência de experiências passadas transpostas na tela.
É uma comédia melancólica. Humor, com piadas, gestos, dramas e imagens hilárias por si só.
Um filme que eu gostaria de ter feito. Um dia na vida de amigos; com os acontecimentos, sentimentos confusos, despreparo, quebradas de cara e crescimento em conjunto.
segunda-feira, novembro 26, 2007
não compre nada
Teve quem escreveu manifestos. Uns deixam a barba crescer. Outros governam um país por décadas. Os mais radicais, comem criancinhas no café da manhã.
Um grupo light, anunciou o dia sem compras. E foi no sábado que passou.
Justo durante o final de semana mais capitalista de todos os tempos.
Comprei remédios, coleira, luminária, comida, estoques, dvd, estacionamento. No dia, fui verificar um salão de apresentação de carros, ícones máximos do consumimo exacebado. Máquinas que se tornaram essenciais, reflexos de uma burguesia ávida pelo lucro máximo, qualidade mínima, marketing puro.
No domingo, almoço em fast food norte-americana, seguido de passeio familiar pelo Shopping, já lotado por causa dos feriados de fim-de-ano e férias escolares.
Não que eu não simpatiza pela causa, ou que não me impolgue com movimentos de internet. Não tem como. Será que tô ficando velho?
domingo, novembro 11, 2007
slam dunk
Meu primeiro mangá!
Ao menos o primeiro que tô acompanhando. E esse misto de humor-deboche-ação-romance é foda.
Se a cultura japonesa tá domindo tudo; de sushis à karaokê, de lágrimas de shoyo à The 5.6.7.8's, é tudo justificável.
Há uma desprentensão nos traços, e por mais que exista uma busca por um desenho real, com quadros "sérios" e verossimilhantes, o exagero em feições e gestos é que mais agrada.
Um novo mundo se apresenta. Agora é só invadi-lo!
segunda-feira, novembro 05, 2007
Björk explodiu no dia do Saci
Tal qual o personagem que pula em um só pé, a pequena islandesa pulou sem parar.
Menina tímida, Björk enfrentou uma multidão com apelos visuais e a companhia de músicos, máscaras, metais e corais. No centro do palco, jorrava suas interpretações e invocou a platéia para uma sessão de exorcismo e loucura coletiva.
Sem limites de cores, de tons e sons, Björk não apresentou um show coeso, comestível ou entendível. Por instantes, era só ritmo. Em seguida, sua voz hipinotizava com um mantra. Em instantes, estava enfeitiçado, num plano alfa, transcendendo prum universo sem lógica.
Dominado pela sensação, Björk faz movimentos, pula pequeno, dança com o braço, flutua a cabeça, explode a mão em fitas mágicas. Uma alucinação auditiva e visual.
Arctic Monkeys foi protocolar. Como Strokes, tocaram as músicas com fidelidade espantosa aos mp3s que os vanglorizaram. Talvez pela ressaca física e mental de ver aquela garota nos drogando com berros, a banda não me apresentou nada de inovador ou tocante.
The Killers foi Pop. Acima das expectativas: se divertiram, brincaram, empolgaram e se esforçaram para entregar músicas empolgantes, acordes pulantes e refrões gritantes. E deu certo! Finalmente o público pulou, riu, se emocioniou. Também, se nem com luzes piscando e vocalista se matando no placo o pessoal não tivesse se manisfestado, nada mais faria!
domingo, outubro 28, 2007
raise your flag higher
Obras de arte sofrem nas mãos de publicitários manés.
A Vila foi uma experiência frustrante pela suposta importância que a divulgação deu ao final da película, mero detalhe da trama.
Hairspray sofre do mesmo drama. Tá certo que John Travolta como uma senhora obesa é engraçado, mas o musical vai muito além da simples piada travesti.
Nikki Blonsky é fofa, em todos os sentidos. Michelle Pfeiffer tá uma Yzma hilária. Christopher Walken está figurona também. Até Frank Costanza faz uma parte inusitada!
Além do casting impecável, Hairspray cria uma atmosfera empolgante e é altamente cativante. E puta engraçado! Pequenas ironias do destino. A inocência e o sonho impossível. Enfim, além de gargalhadas, um filme feel good. Saí do cinema com sorrisão no rosto.
Bem diferente de Fast Food Nation, do Richard Linklater, do também inocente e divertido Escola de Rock.
Outro filme erronamente divulgado. Avril Lavigne e Bruce Willis aparecem em segundos no filme, e não como personagens principais. Filme "sério", pra mostrar a "podridão" norte-americana. Não é um lixo por inteiro, mas o filme não chega a lugar algum.
Prefiro a empolgação da simpática Nikki cantando as belezas de um rato de rua do que descobrir o que de fato existe na carne do meu próximo Big Mac.
quarta-feira, outubro 24, 2007
devil in her heart
Alguns finais de semana são cheios de estrelas, tardes cheias de sol, astros mil.
Há três semanas (!), tive a alegria de receber uma estrela cadente em casa. Estrela que trouxe sorriso no rosto de forma espôntanea. Esse raio de luz que transformou churrasco em festa, baladinha em evento, final de semana em férias.
Reforçado um contato imediato com esse astro que explode de energia dezenas de vezes por segundo, que nos deixa confusos com as luzes e com dores na barriga de tanta risada!
E que fazem ressusitar posts escritos dias atrás, mas publicados com satisfação, ainda que tardios!
:P
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