segunda-feira, julho 06, 2015
pontapé inicial
segunda-feira, maio 04, 2015
Primeiro de maio
Enquanto uns viram pai, outros apanham de cacetetes de policiais.
Nesta cidade de ares fantasmas, em dias frios e ruas tanquilas.
***
No apagar da luzes há uma fusão com a noite.
No iluminar da sala há um ritmo em cada prédio.
***
Alguns testes não são feitos para o mundo.
Outros ajudam a criar um universo inteiro.
segunda-feira, abril 13, 2015
em paralelo
Episódio nº 3: Big Love, do Jamie LidellA crise, o otimismo, o ódio e o amor.
Posted by Paralelo: zero on Segunda, 13 de abril de 2015
Um blog morre, outro fica suspenso e outro só repete mais do mesmo. Enquanto uma rede social engole o tempo e domina territórios, poucos criam conteúdos. Mídias decadentes. Estrelas cadentes.
E aquele teu projeto parado, engavetado, empoeirado.
Mas ideias sempre hão de surgir por aí.
O Zero renasce. Ainda que pequeno, ainda no começo.
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Mas que clipe bom, hein?
quinta-feira, abril 02, 2015
paddle your own canoe
When I was 5 years old, my mother always told me that happiness was the key to life. When I went to school, they asked me what I wanted to be when I grew up. I wrote down ‘happy’. They told me I didn’t understand the assignment, and I told them they didn’t understand life.
-Lennon
quinta-feira, novembro 03, 2011
um mundo sem graça ou a dullização do cinema
Não sei se o Cinema morreu, se a arte não está em seu melhor momento ou se a vanguarda está perdida. Sei que a comédia está em maus lençóis. Ainda mais se considerarmos o Star System envolvido em filmes tão fracos.

A Cameron é o grande chamariz de Bad Teacher. Mas não está só. Vários outras celebs aparecem na fita. Mas não adianta. As duas horas de filme não convencem. Falar palavrão ou mostrar cenas “chocantes” não é engraçado. Aliás, espere-se muito mais que palavras “sujas” numa comédia rated R.
E Jason Bateman fez parte da coisa mais engraçada da última década. Mas isso não impediu que outra "grande" comedia encabeçada por ele e mais meio Hollywood, de Kevin Spacey à Donald Sutherland, acabasse desinteressante. Mas é aquela coisa: o trailer conta as piadas e o resto parece ser uma encheção de linguiça. É lento. E acha graça em palavras “sujas” ou situações sexuais inusitadas. Enfim, mais um desperdício. Horrible Bosses merece o adjetivo do título.
Um que rendeu risadas foi Se Beber Não Case. Mas recebi a “contraindicação” de não assistir a continuação. Pelo jeito nem as sequências estão se salvando da maresia sem sal dos últimos filmes.

ps: e faz quase um ano que perdemos Leslie Nielsen. :(
sábado, abril 16, 2011
Morrer e viver na blogsfera, parte 2
O blog não morreu. Quixotando é um deleite visual. Porque cinema é imagem. Imagens grandes. Não às imagens pornográficas de propaganda, aos photoshops vagabundos, às imagens feitas para celular, pequenas, distorcidas e sem vida. Um trabalho vigoroso de pesquisa e reflexão.
Outros parceiros também continuam vivos. A eterna imaginária mudou tudo na vida, mas seu blog ainda está no mesmo endereço. Já a colorida mudou seu CEP, mas continua com seu conhecido link. E ambas com atualizações ótimas. Quem voltou nos últimos dias foi Emerson Abreu. Para ter noção de sua originalidade, é dele a imagem aí de baixo; a/o cegonha em seu traço exemplifica sua genialidade.

Tirei de vez de meu Blogroll o Chavez com "Z", uma das maiores pequenas perdas da blogsfera. E caiu também o ícone de atalho pro espaço da Gabi e o do Rafa na MTV. Bizarro não ter na minha lista o Blog do Rafa; além de uma das fontes de inspiração para o surgimento deste espaço, era minha maior fonte de cliques.
Existem muitas teorias para esse êxodo cibernético. É fato que o tumblr rouba horas, dias, finais de semana. Mas o que mais incomoda nele é a falta de conteúdo próprio. As coisas mais “impróprias”, ou não originais, nestes meus Dias são as imagens. Se tirar o texto, ficam apenas alguns frames dignos de um tumblr. Mas perderia minhas únicas produções exclusivas ou originais. As letras que demoro tanto para publicar. Os parágrafos que esperam meses para sair. As idéias que dão outro sentido às imagens. Um sentido André. Uma interpretação dos fatos e atos.
Nos últimos instantes antes de publicar esta postagem, uma novidade chegou por e-mail. Enquanto muitos elos desaparecem e autores destes arcaicos espaços de publicação na internet migram para a rede social mais próxima, surge um blog de palavras em chamas. Mesmo com foco em palavras, Flor do Fogo tem imagens intensamente e igualmente interessantes. E mais uma vez prova que o Blog não morreu. Está vivendo e ressurgindo, queimando e permitindo nossas singelas e honestas publicações neste universo chamado Internet.
sexta-feira, novembro 26, 2010
Esmagando preceitos
Billy Corgan apresentou um Smashing atual.
E sua abóbora está mais amassada que nunca; jogada, distorcida, suja e estranha.
Lembra um tanto nosso Mutantes. Enquanto banda, após a saída de membros, mudou de rumo e perseguiu o progressivo, experimental. E o Smashing atual é Billy questionando rock, experimentando, flertando com o eletrônico e com o progressivo, com músicas de 15 minutos com poucas palavras e muita ação.
Enquanto o Smashing ‘90 apresentavam baladas, canções com músicas de fazer o público inteiro cantar junto, o que ele(s) quer(em) agora é extrair o máximo de um acorde tocado em uma guitarra estourada refletindo seu som pelo parque.
E nesse caminho existem diversas perguntas que merecem ser jogadas ao ar, sem a mínima necessidade de respostas:
Se uma música, enquanto obra de arte, é criada, até que ponto ela está pronta? Cada execução de uma canção é uma interpretação? Pode parar tudo e mandar a porra funcionar se está com problemas técnicos? Se um artista deve levar em consideração onde está para sua performance? Deve alterar seu show e pensamento para saciar os desejos de milhares de pessoas que esperam para cantar aquele hit de 15 anos atrás? Ele realmente acha que Manu Chao é grande por aqui ou fez piada porque ouviu uma música no caminho do PlayCenter? Ou pior, achou que a cara de quem não entendeu nada do show é cara de quem curte o Clandestino?
Talvez por isso a decepção em diversos reviews, tuites e comentários, pessoas que saíram antes do final. As pessoas esperavam isso:
Em outro ponto de São Paulo, como apontado pelo Rafa Losso, Lou Reed fez algo semelhante, ao mesmo tempo diferente. Reed não continuou com o Velvet Underground para reler cada música já composta pela banda, dando uma nova visão às composições já eternizadas. Ele partiu solo.
(o que não impediu que pessoas não esperassem apenas hits e saíssem desencantadas do show)
Em suma, na arte não existe o não pode. Existe apenas o feito. E Smashing mostrou aos freaks do Terra que a ideia não é cantar junto, nem repetir o passado. E pouco importa o tempo. Resta a essência, a música, a experiência. Pouco importa se ela é Pumpkin, Corgan ou Reed.
ps: Mike Byrne, o novo baterista da banda, tem 20 (!) anos. Praticamente nasceu depois da banda existir!
sexta-feira, junho 11, 2010
Perdeu, mané!
Lost perdeu a graça muito antes de acabar.
Lost criou personagens cativantes e carismáticos: Rousseau, Desmond, Hurley, Vincent, Penelope. Outros cheios de mistérios e ódio: Os Outros, Sayid, Benjamin Linus, The DHARMA Initiative. Teve cenas interessantes, conceitos instigantes e provocantes.
Seu maior mérito foi criar mistérios. E, o pior defeito, explicá-los.
Temos o Lostzilla como exemplo.
O que atacou o piloto no primeiro episódio? Era um monstro? Seria uma máquina? "Sistema de proteção"? As dúvidas faziam a imaginação rolar solto. Salas de chats lotadas enquanto páginas e páginas de fóruns refletiam sobre. Mas aí eles responderam: era uma fumaça negra.
Virou piada: “fumacinha preta”, “nuvenzinha do mal” e até “pum do Locke”. Jogaram a oportunidade de criar um dos melhores vilões da televisão no ar. Literalmente.
Mesmo assim, a série foi um dos assuntos desse começo de século. Mas acabou mal: tentando se explicar. Na última temporada, poucas cenas são relevantes; grande parte dos capítulos focaram-se nos tais dos "flashsideways", que nada acrescentaram sobre a trama. Episódios completamente desnecessários.
No final, temos uma série ignorante em lidar com suas criações. Personagens que mudavam de personalidades a cada episódio. Lições de moral. E um fim mais próximo do gospel que a Rede Vida poderia se orgulhar.
A audiência concorda com essa decepção: "The End" foi pior que a média da primeira temporada, e até Alf – o E.Teimoso teve uma Series Finale de maior impacto (também, foi uma série que não mudava a personalidade do simpático extraterrestre a cada flashback. :P)
Ps: Publicar qualquer coisa sobre a série meses depois de seu fim parece tão anacrônico quanto comentar o fim de uma novela ruim da Globo, tipo aquelas da seis, uma semana depois de sair do ar.
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