segunda-feira, março 20, 2006

semana espanhola


Tempos de novas lições.
Reli anotações antigas, voltei a pegar uns xeroxs de 5 cinco anos atrás, dormi abraçando um caderno do segundo período da facul, e percebi que nem tudo está perdido.
Aprendi a fazer galerias e a mudar a barra de rolagem!
Retomei alguns exercícios parados no tempo.
Revi espisídios de uma série dos anos 90 e finalmente re-assisti ao Monty Python and the Holy Grail!
E a semana morreu na Espanhola, num misto de incertezas e alegrias.

segunda-feira, março 13, 2006

dobrando a esquina


Um bêbado ainda delirando da 51 quente que tomou no domingo a tarde.
Um prostituta tenta ganhar o ponto.
Uma piriquita desconta suas frustrações em cima de um Uno com cartão vencido.
Um equilibrista volta do trabalho, ainda tonto.
O grande amor de sua vida, passeando tranqüila, com o cachorro.
Um traficante à busca de mais um otário.
Uma criança que não vê os pais há dois dias.
O Seu Zé, pensando num acorde novo prumas palavras achadas num cartaz de moda.
Um fã perdido tentando imitar um outro blog.
E milhares de outras oportunidades, esperando alguém passar. Algumas delas só acessíveis com 1061999 / 01086715000171.

sábado, março 11, 2006

um homem, uma mulher


Só temos idéias deturpadas.
Não conhecemos nossos ícones, nossa história, nós.

O burro do João Gordo, em entrevista ao não menos mais inteligente Ney Matogrosso, comentou que ser Carmen Miranda é um fato negativo. Quando ouvimos
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo,

versos iniciais de Aquarela, criamos a visão mental da Faber-Castell e sua interpretação lápis-de-cor pruma música sobre a inocência da despedida.

Ganhei a mais extensa biografia já escrita sobre um brasileiro, Carmen, de Ruy Castro. Ainda nem cheguei perto dos fatos ali descritos, mas aproveitei para ir numa sessão de autógrafos e ouvi mais sobre a importância desta mulher para a cultura mundial. Não só pela sua performance e visual peculiar, Carmen Miranda é considerada proprietária de uma voz tão impactante e singular quanto Nina Simone.
Quando escuto o nome Toquinho surgem apenas ecos de "sei quem é mas não sei o que fez". E vê-lo ao vivo me deixou indignado com minha ignorância musical. O cara viveu com João Gilberto, bebeu com Tom Jobim, fez show com Vinícios de Morais e compôs algumas das músicas mais belas e singelas da Bossa Nova.

E, como esse povo da MPB, o cara sabe fazer um show. Todas as canções eram familiares. Só não sabia que eram dele.
Não temos memória. Não quero defender a imagem da garota, nem fazer discurso sobre o som do outro rapaz. Só tô com vergonha de desconhecer personagens tão importantes e distantes de nossa cultura popular brasileira.

quarta-feira, março 08, 2006

neste momento tem alguém morrendo de pressa


Palotina é uma cidade do interior do Paraná de apenas 25 mil habitantes. Durante o final de semana que passou, foi cenário de um filme de 4 dias pr’um grupo de amigos formalmente conhecido como Ciclo do Urubu.
E a película foi digna da década de 80, daquelas em que 4 amigos viajam fugidos dos pais a caminho do auto-conhecimento e amadurecimento. Ou seja: só fazem besteiras, festas, amizades bizarras, ameaçam a vida pr'uma curiosidade besta e dão toneladas de risadas. Beeem Sessão da Tarde!

Cada amigo com sua característica, sua vida distinta, mas em completa união. Um deles corre nu por entre campos de milho, outro tenta pegar uma galinha d’angola e quase é atacado por um cão, outra faz cavalinho de pau, e a última vê milhões de estralas cadentes num céu gigante, quandos todos deitam numa estrada de terra e ficam cobertos com o característico pó vermelho que cobre tudo e todos da região. Em conjunto bebem água de coco para curar ressaca, sobem em caixa d´agua no meio da colheita, dançam com todas em baile de formatura, bebem mais tequilas e se perdem entre uma cidade devastada por um temporal monstruoso.

Palotina virou ícone da inocência e amizade destes garotos, que tem entre eles a mais nova veterinária da paróquia.
E, pra ela: Parabéns Munick!

quarta-feira, março 01, 2006

classificação livre (revisado)


Mais uma aparição pública. Aliás, mais duas!
E outra característica é publicada aos milhares. Sei lá o que isso significa. Os números de acesso já surgiram. Entre e tire sua conclusão.

loucuras de carnaval


Georgia: hey babe
Sent at 13:22 on quarta-feira
Georgia: Mayday mayday
Sent at 13:34 on quarta-feira
Georgia: !!!!!
campeonato de scrabble hj?
Sent at 13:38 on quarta-feira
Georgia: NÃO VAI TRABAHAR HJ É?
desculpe a caixa alta
Sent at 13:50 on quarta-feira
Georgia: EU TINHA UMA GALINHA QUE SE CHAMAVA MARYOU
MARYLOU
errrr
blahblahblah
odeio esse lugar
e o meu pc nao funciona
e demora pra escrever na tela o que eu digito
e a minha impressora nao imprime
e eu quero fugir daqui
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
pronto, passou
não devia ter ido ao james
nunca mais eu vou beber
se bem que eu nem bebi ontem
cheguei em casa e assisti escola do rock
Sent at 13:55 on quarta-feira
Georgia: yey!!!!
4 hs pro fim!
Sent at 13:59 on quarta-feira
Georgia: agora me ignorou no celular tb, é?
humpf
Sent at 14:12 on quarta-feira
Georgia: blahblahblah
acho que vou conversar comigo mesma
tb tenho um Q autista
Sent at 14:22 on quarta-feira
Georgia: entao georgia, fala sobre o que te aflige
veja bem doutor, to de saco cheio da minha existencia
como assim, georgia?
meu trabalho sucks big time
mas só isso georgia?
como só isso doutor?
mas isso é tão pouco!
tão pouco doutor? (alcença um abridor de cartas da mesa)
sim, existem problemas bem maiores que esse!
não, doutor, não existem (e em um só golpe abre a garganta e arranca o olho esquerdo do pobre homem)
3
2
1
pronto, passou
hahahahahahaha
vc não vai trabalhar no hotel hj?
aonde será que essa conversa está aberta?
ó meo deossss
hahahahahahaha
podia pelo menos responder a minha mensagem
se eu fosse vc responderia
não viu o que aconteceu com o doutor aí em cima?
HA HA HA HA HA HA HA
risadas maquiavélicas sempre dão um tom
hehe
o que eu poderia te contar agora
ouvi pato fu no rádio hj
não me lembro o nome daquela música
quando penso em nós dois, deixo tudo pra depois...
como é mesmo o nome?
blablabla pla vc
vou trabalhar mais um pouco
3hs e 25min
Sent at 14:37 on quarta-feira
Georgia: AHHHHHHHH fechei sem querer
voltei mais uma vez
250 já
2:50
só mais um pouquinho e vao faltar 3 horas
hehe
e tu, tatu, tá aonde?
Sent at 14:51 on quarta-feira
Georgia: EEEEEEEEEEIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
ahhhhh
queria falar com vc seu bobão!!!
Sent at 15:26 on quarta-feira
Georgia: eeeeeeeeee
falei com vc
hehe
2 hs e 1/2
eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee
yeyeyey
Sent at 15:35 on quarta-feira
Georgia: UMMMMMMMMM
que fome....
to chupando um pirulito, isso só me dá mais fome
droga
ei, vc pediu pro rafa trazer o war de camburiu???
ALIANÇA DA BOA ESPERANAÇA
yey!
se não a gente vai ter que ir até lá só pra buscar
que chato.....
daí eu já aproveito pra conhecer o tal do open bar
to começando a achar que é lenda
Sent at 15:58 on quarta-feira
Georgia: pirulito que bate bate
pirulito que ja bateu
quem gosta de mim é ele
quem gosta dele sou eu
só mais 1 h e 56 min!
Sent at 16:05 on quarta-feira
Georgia: blablablablabla
meu serviço é idiota....
tem um monte de coisas pra fazer, mas minha mente não se ocupa com isso
e em pouco tempo eu fico completamente desconcentrada
e começo a pensar na morte da bezerra
béééééé

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

rock, baby


Eles criaram um conceito.
Uma noção de música, uma interpretação única de expressão humana via acordes, guitarras, bocas e rebolados.
O resultado foi tão foda que até quem não tem a mínima noção, compra a idéia.

E pagam alto: viajam quilômetros, enfrentam sol, acampam, ficam com expectativa, alugam casa de vó da amiga, passa por um empurra-empurra sufocador. Alguns mais extremados colocam até balde de frango frito na cabeça. Porque são estes que foram até o Rio de Janeiro e na praia de Copacabana compreenderam a noção de ser Rolling Stones.

Fiquei diante de criadores dos padrões do que é Rock. Ouvi a perfeição técnica e vocal. Curti o rebolado debochado e fiquei sem ação com a magnitude daquelas rochas.

Por fim, deixei uma língua gigante me lamber entre milhões de pessoas. Senti aqueles lábios vermelos me tocando. E me emocionei com a criação.


ps: contrariando todas as noções diabólicas do rock, encontramos algumas surpresas bizarras naquela cidade maravilha...

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

olha o passo do elefantinho


Nesse final de semana continuei em busca das grandes estréias nos cinemas, procurando entre um indicado ao Oscar e outro, uma boa sessão. Minha busca, tal qual semana passada, foi em vão.
Depois de tentativas furadas, recorri ao bom e velho DVD. Fui atrás de um filme cuja expectativa já superava qualquer outro blockbuster previsto pr’esse tal de 2006.
E este filme, antes desconhecido, tornou-se um dos mais novos must em minha lista.

Hatari! é Harmonia. Atores, fotografia, som, direção, roteiro: a expressividade máxima com o talento afinado e direcionado numa obra completa. Inocente e emocinante. Perfeito.
Como uma luva está a música de Henry Mancini.

Criador do tema da Pantera Cor de Rosa, é tão foda que depois de sua morte, em 94, mais de 30 filmes já usaram suas composições!
Suas trilhas são tão fantásticas que extrapolam os objetivos iniciais de composição de cena num filme, transformando-se em ícones culturais de uma geração. Foi assim com Breakfast at Tiffany's e também com a faixa-título desse post. O quão familiar essa música soa em nossos ouvidos e o quanto ela é a composição ideal na cena em que foi composta em Hatari! é a realização suprema de uma obra de arte.